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Após eleição, chefe da Semob entra em contradição sobre frota de ônibus e determinação do TSE

Enquanto Pablo Souza, secretário da mobilidade, afirma que o TSE não determinou frota total, site da prefeitura garantiu teria transporte integral

Por Da Redação
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Após eleição, chefe da Semob entra em contradição sobre frota de ônibus e determinação do TSE

Foto: Foto: Prefeitura de Salvador/ Betto Jr./Secom PMS

Após incidente com os ônibus de Salvador no segundo turno das eleições, do último domingo (25), o secretário de mobilidade (Semob), Pablo Souza, alegou que a prefeitura adotou as mesmas estratégias nos dois turnos das eleições e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não determinou que 100% da frota de ônibus disponível.

"Adotamos no domingo exatamente a mesma estratégia que adotamos no primeiro turno das eleições deste ano. Há mais de 10 anos, a prefeitura de Salvador adota a mesma estratégia. O TSE, em nenhum momento, determinou que 100% da frota de ônibus estivesse em nenhuma cidade do país", afirmou.

Em contrapartida, no site da Secretaria de Mobilidade (Semob), foi informado que a Prefeitura de Salvador garantiria 100% da frota e que não haveria redução habitual de veículos aos domingos [confira abaixo].

"Para atender à demanda, a operação do transporte coletivo contará com 100% da frota utilizada em dias úteis, sem redução habitual de veículos aos domingos", disse uma parte do texto.

Em paralelo à contradição da Semob, a resolução n.º 23.751 do TSE, de fevereiro de 2026, aponta que o poder público deve assegurar, nos dias de votação, transporte coletivo gratuito com "frequência compatível com aquela dos dias úteis".

O secretário também ponderou que a prefeitura de Salvador usa a mesma operação de transporte em dias de eleição há 10 anos e que nunca colocou 100% da frota nas ruas. Pablo ainda afirmou que a diferença do primeiro para o segundo turno foi a colagem dos adesivos com propaganda eleitoral.

No domingo (25), o TRE pediu a prisão preventiva de Pablo Souza por crime eleitoral; entretanto, o secretário estava em Paris no momento do incidente. Na segunda-feira (26), o pedido foi revogado.

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