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Após morte de criança em Manaus, deputado questiona qualidade de 'médicos formados pelo MST'

Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, morreu no último domingo (25) após receber alta dose de adrenalina na veia

Por Da Redação
Às

Após morte de criança em Manaus, deputado questiona qualidade de 'médicos formados pelo MST'

Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

O deputado federal Capitão Alden (PL) se manifestou nas redes sociais sobre a morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, que morreu no último domingo (23) após receber uma dose muito acima do recomendado de adrenalina na veia durante atendimento em um hospital de Manaus. Segundo ele, o caso revela uma “falha geral” no cumprimento de protocolos básicos de checagem dentro da unidade.

Alden destacou que, enquanto um paciente adulto em parada cardiorrespiratória costuma receber “1 ml puro de adrenalina”, foram aplicados “9 ml na criança”, quantidade que ele classificou como “dose cavalar”. O deputado afirmou que o erro não se limita à conduta da médica responsável, mas a uma equipe que deveria envolver diversas checagens entre médico, farmácia, enfermagem e técnicos.

"Não foi erro só da médica, mas erro como um todo de todos os processos do hospital. Flagrante falha de adesão de protocolos. Toda decisão médica, todo medicamento prescrito DEVERIA PASSAR por uma cadeia de checagem, que se inicia no médico, passa pela dispensação e checagem farmacêutica, passa pela enfermagem e depois só que a técnica faz a administração. Passou por todos esses setores e ninguém viu!?. Depois de administrada essa dosagem, havia muito pouco a se fazer", escreveu em publicação feita no Instagram neste sábado (29).

O parlamentar também relacionou o episódio à qualidade da formação médica no país. Alden afirmou que situações como essa seriam consequência “da quantidade de universidades/faculdades de quinta que estão funcionando” e citou preocupação com “os ‘médicos’ formados pelo MST”. 

"Por este e outros motivos, que deve haver um controle rigoroso na formação, seleção, avaliação de currículos antes da contratação e tb no funcionamento das instituições de ensino. Depois deste caso, a exigência para avaliação e/ou provas de avaliação destes profissionais para o exercício da atividade passará a ser uma exigência nacional! Mas não apenas após a formação, mas deveria ser obrigatório algum tipo de avaliação continua por parte da unidade contratante, avaliando sua atuação/desempenho ao longo da carreira", concluiu o deputado. 

Entenda o caso

A morte de Benício Xavier passou a ser investigada após os pais denunciarem que ele recebeu adrenalina por via intravenosa durante atendimento no Hospital Santa Júlia. A criança havia sido levada ao local com suspeita de laringite e quadro de tosse seca.

Segundo o boletim registrado pela família, a médica responsável, identificada como Juliana Brasil, prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina na veia. Os pais afirmaram que questionaram a técnica de enfermagem ao perceberem a prescrição, mas foram informados de que o procedimento seria realizado conforme orientação médica.

Logo após a primeira aplicação, Benício apresentou piora, precisando ser levado para a sala vermelha. A oxigenação caiu rapidamente, e uma segunda médica foi acionada para monitoramento cardíaco. No início da noite do sábado (22), o menino foi transferido para a UTI.

Durante a madrugada, ele passou por intubação e sofreu uma série de paradas cardíacas consecutivas, chegando a seis episódios, segundo relato da família. Mesmo após manobras de reanimação, o quadro evoluiu para a morte.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da prescrição e da aplicação do medicamento. O hospital ainda não divulgou detalhes sobre o procedimento.

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