Após retornar ao cargo, Andrei Rodrigues nega monitoramento ilegal de ministros do STF
Diretor-geral da PF rebateu acusações feitas pelo ministro André Mendonça

Foto: Agência Brasil/Fabio Pozzebom
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (11) que não houve monitoramento ilegal de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a legalidade dos relatórios de inteligência usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra André Mendonça.
“Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste STF e tampouco do Advogado-Geral da União”, afirmou Andrei.
A manifestação ocorre após o diretor-geral retornar ao cargo.
Ele havia sido afastado por decisão de Mendonça, relator do inquérito que investiga o caso envolvendo o Banco Master, mas a medida foi posteriormente revogada pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Ao voltar à função, Andrei apresentou ao Supremo os argumentos da PF para contestar as acusações feitas por Mendonça.
O que diz Andrei
Segundo Andrei, os relatórios de inteligência elaborados por determinação de Moraes foram produzidos dentro da atividade regular da PF e continham análises de cenários feitas a partir de informações obtidas pela corporação.
Por isso, o diretor-geral afirma que os documentos não podem ser considerados resultado de monitoramento.
De acordo com ele, os relatórios foram produzidos com base em informações e interações institucionais, com o objetivo de organizar e analisar “fatos vivenciados pela equipe”.
A partir desse argumento, Andrei também contestou a acusação de que os relatórios seriam “apócrifos”. Segundo ele, a classificação é equivocada porque os documentos têm autoria institucional.


