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Arma de fogo aumenta em mais de 80% o risco de morte em mulheres vítimas de agressão, aponta estudo

68% das vítimas, está na faixa jovem ou adulta, entre 18 e 44 anos

Por Da Redação
Às

Arma de fogo aumenta em mais de 80% o risco de morte em mulheres vítimas de agressão, aponta estudo

Foto: Reprodução/Pexels

O uso de armas de fogo aumenta em até 85% a probabilidade de morte de mulheres vítimas de agressão em comparação com outros meios de violência. Armas de fogo foram utilizadas em 47% dos feminicídios registrados no Brasil em 2024, enquanto aparecem em apenas 1,3% das agressões que não resultam em morte.

Esses dados são da 5ª edição da pesquisa "Pela Vida das Mulheres", divulgada pelo Instituto Sou da Paz. Segundo a pesquisa, também houve uma diferença no ritmo de queda dos homicídios no país. Entre 2020 e 2024, os assassinatos de homens recuaram 15%, enquanto entre as mulheres a redução foi de apenas 5%.

No mesmo período, os crimes classificados como feminicídio cresceram 10%. A executiva do 'Sou da Paz', Carolina Ricardo, afirmou que a letalidade dos casos com e sem uso de arma de fogo evidencia que controlar esse acesso é uma política preventiva da violência contra mulheres e que apreender cautelarmente as armas de pessoas acusadas de agressão é uma medida protetiva fundamental". 

Ainda conforme o estudo, 68% das vítimas estão na faixa jovem ou adulta, entre 18 e 44 anos. Nos casos de violência com armas de fogo, a incidência é maior entre mulheres de 18 a 29 anos, com pico entre 18 e 24. Os locais de onde ocorreram os crimes também foram apontados.

Entre mulheres brancas, a residência é o principal cenário das mortes, concentrando 46% dos casos. Já entre mulheres negras, a violência aparece distribuída entre diferentes espaços, com 33% dos homicídios ocorrendo em vias públicas, proporção que chega a 45% nos casos que envolvem armas de fogo.

O instituto destaca que, além do fortalecimento das políticas de controle de armas, também é necessário ampliar a presença de equipamentos da rede de proteção nos territórios onde vivem as mulheres. Também ressaltaram a importância de delegacias especializadas, centros de acolhimento e outras estruturas voltadas ao atendimento de vítimas de violência. 
 

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