Artista visual resgata trajetória e legado de Makota Valdina em episódio do Podomblé
Júnior Pakapym destaca a relação da liderança religiosa com a comunidade e a preservação da ancestralidade negra

Foto: FB Comunicações
O Podomblé recebe o artista visual, ilustrador e designer gráfico soteropolitano Júnior Pakapym, também conhecido como Tata Kumbakeji, para uma conversa sobre a trajetória e o legado de Makota Valdina. O episódio aborda a importância da liderança religiosa para a preservação da cultura, da ancestralidade e dos saberes de matriz africana.
Ao falar sobre o livro O Viver e o Caminhar de Makota Valdina, Pakapym destaca a forma como a obra foi construída para manter a conexão da homenageada com sua comunidade de origem. Segundo o artista, mesmo tendo viajado por diferentes lugares, Makota Valdina manteve sua relação com o território onde nasceu e foi criada.
Um dos aspectos ressaltados pelo convidado foi a preocupação da liderança com o acesso da própria comunidade ao conteúdo da publicação. "Mas eu quero que o meu povo, que ainda está vivo, possa ler, não tenha dificuldade", relatou Makota Valdina, segundo Pakapym.
A partir dessa orientação, o projeto gráfico do livro precisou ser adaptado, com letras maiores e a manutenção de imagens consideradas importantes para a narrativa. Para o artista, as escolhas reforçavam o caráter comunitário da publicação.
"Do jeito dela. Do jeito dela, para aquela comunidade, para o povo negro como um todo, mas para aquela comunidade", afirmou Pakapym ao explicar a concepção da obra.
O episódio também aborda os diferentes momentos da trajetória de Makota Valdina, passando pela religião, pelo ativismo e pela pedagogia, além da relação entre memória, arte e identidade. Pakapym, que ganhou projeção nacional ao criar a identidade visual do Carnaval de Salvador de 2024, com o tema “Salvador Capital Afro”, compartilha ainda seu olhar sobre a importância de preservar e transmitir esses conhecimentos.



