Setembro Amarelo: ansiedade exige atenção aos sinais e pode impactar a qualidade de vida!
Aos detalhes.

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Durante o mês de setembro, a campanha Setembro Amarelo amplia o debate sobre saúde mental e reforça a importância de falar sobre sofrimento emocional, prevenção e busca por ajuda. Embora a ansiedade faça parte das experiências humanas e possa surgir diante de situações de pressão, mudanças ou incertezas, quando se torna frequente e intensa pode interferir significativamente na rotina e na qualidade de vida.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a dimensão desse cenário. Atualmente, 328 milhões de pessoas no mundo convivem com algum transtorno de ansiedade. O acesso ao tratamento, entretanto, ainda é um desafio. Apenas uma em cada quatro pessoas diagnosticadas recebe acompanhamento adequado. No Brasil, a situação chama ainda mais atenção. Mais de 26% da população apresenta algum transtorno de ansiedade, o equivalente a cerca de 56 milhões de pessoas.
Para a psicóloga do Itaigara Memorial, Gabriela Dantas, um dos principais pontos para compreender a ansiedade é observar quando ela deixa de ser uma reação pontual e passa a ocupar um espaço excessivo na vida do indivíduo. “A ansiedade é uma resposta natural diante de situações que representam algum tipo de ameaça, desafio ou incerteza. O problema aparece quando essa resposta se torna desproporcional, persistente e começa a limitar a vida da pessoa”, explica Gabriela.
De acordo com a psicóloga, alguns sinais merecem atenção:
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Alterações no sono;
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Dificuldade de concentração;
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Irritabilidade;
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Sensação constante de apreensão;
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Pensamentos acelerados;
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Dificuldade para relaxar.
A ansiedade também pode se manifestar fisicamente, por meio de palpitações, tensão muscular, falta de ar, sudorese, tremores, desconfortos gastrointestinais e sensação de cansaço.
“Se a pessoa começa a evitar situações, deixa de realizar atividades que antes faziam parte da sua vida, tem dificuldades para trabalhar, estudar, dormir ou se relacionar, é importante procurar avaliação profissional”, destaca Gabriela.
Quando é hora de buscar ajuda?
Não é necessário esperar que os sintomas cheguem a um nível extremo para buscar ajuda profissional. O acompanhamento psicológico pode contribuir para que o indivíduo compreenda melhor suas emoções, identifique padrões de pensamento e comportamento e desenvolva estratégias mais saudáveis para lidar com situações que provocam sofrimento.
“Buscar ajuda não significa que a pessoa chegou ao limite. Pelo contrário. Quanto mais cedo ela consegue reconhecer que algo não está bem e procura apoio, maiores são as possibilidades de compreender o que está acontecendo e construir novas formas de enfrentamento”, orienta Gabriela.
Nesse processo, familiares, amigos e colegas também podem desempenhar um papel importante. Mudanças significativas de comportamento, isolamento, sofrimento persistente ou falas relacionadas à falta de esperança devem ser acolhidos com atenção, sem julgamentos e sem minimizar aquilo que a pessoa está vivenciando.
“Precisamos superar a ideia de que só devemos procurar ajuda quando não conseguimos mais seguir em frente. Cuidar da saúde mental também é perceber nossos limites, reconhecer quando algo está nos fazendo sofrer e permitir-se receber apoio”, pontua.


