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Às vésperas do julgamento, Alexandre de Moraes se manifesta pela primeira vez sobre caso envolvendo Vorcaro

O ministro classificou a investigação contra ele como "inconstitucional e ilegal". André mendonça também se manifestou sobre o caso.

Por Da Redação
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Às vésperas do julgamento, Alexandre de Moraes se manifesta pela primeira vez sobre caso envolvendo Vorcaro

Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a investigação determinada pelo ministro André Mendonça sobre a suspeitas relacionadas as mensagens enviadas a Vorcaro  é "inconstitucional e ilegal".

Esta é a primeira manifestação pública do ministro sobre o caso. Ela foi enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, na noite da última segunda-feira (14), às vésperas da sessão extraordinária que vai analisar a abertura ou não de uma investigação com base nos relatórios produzidos pela Polícia Federal (PF). 

"Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte", escreveu.

No documento, Moraes argumentou que as acusações tem como base anotações feitas por terceiros e que o relatório não aponta a "existência de nenhum indício de infração penal". Para ele, a investigação é um espécie de "vingança" com motivações político-eleitorais.

Ele declarou que nunca atuou para favorecer o banqueiro e nem sua instituição financeira, bem como  nunca teve conhecimento prévio sobre a Operação Compliance, destacando que a hipótese de vazamento não tem base devido ao fato de Vorcaro ter sido preso antes de embarcar e com o passaporte verdadeiro e o celular em mãos.  

O ministro ainda contesta o fato do relatório apresentado não  conter "nenhuma mensagem" de sua autoria que demonstre que ele atuou prestando consultoria jurídica e apoio a Vorcaro ou que obteve informações sobre as operações.  

"Não há nenhuma, absolutamente nenhuma mensagem de autoria do ministro Alexandre de Moraes que indique qualquer consultoria jurídica, favorecimento ou conhecimento prévio de qualquer operação policial", acrescentou. 

Por fim, Moraes alegou que  as provas não foram preservadas adequadamente e que o relatório tem como base interpretações sem qualquer comprovação técnica. 

André Mendonça também se manifestou 

O ministro da Corte André Mendonça, relator do Caso Master, também enviou um documento à Fachin na segunda-feira (14). Ele defendeu  a forma como as investigações foram conduzidas, incluindo o fato de ter se reunido com delegados responsáveis pelo caso. 

Segundo Mendonça, o encontro presencial foi necessário como uma forma de evitar que o comprometimento do sigilo das investigações, bem como um meio para garantir a integridade das mesmas. 

"Não por outro motivo, realça-se que em sua parte final, o referido Despacho consignou expressamente a necessidade de observância a tais parâmetros, bem como a forma pela qual seria realizada a sua intimação — precisamente diante das cautelas necessárias na espécie", escreveu. 

Leia também: Julgamento de caso de Moraes e Vorcaro acontece nesta terça (15); relembre

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