Assessores investigados por rachadinhas são mantidos em gabinete por suplente de Carlos Bolsonaro
Dos seis assessores de Alana Passos, três são alvos de investigações da PF ou do MP.

Foto: Renan Olaz/CMRJ.
Três dos seis assessores do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), mantidos por sua suplente Alana Passos, são investigados pela Polícia Federal (PF) ou pelo Ministério Público (MP) por suspeita de envolvimento em rachadinhas.
O ex-chefe de gabinete do filho de Bolsonaro, Jorge Luiz Fernandes, é um dos assessores investigados. Ele é apontado pela apuração como o líder de uma organização criminosa que, entre os anos 2005 e 2019, arrecadou aproximadamente R$1,9 milhão, valor que teria sido devolvido a Carlos Bolsonaro através de funcionários nomeados no gabinete.
Outro nome investigado é o de Luciana Paula Garcia, que teria solicitado informações sobre os inquéritos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e filhos ao então diretor da Abin, Alexandre Ramagem. Ela foi um dos alvos das investigações “Abin paralela”, realizadas pela Polícia Federal em 2024.
Por fim, o terceiro assessor investigado foi Nelson Alves Rabello. Alvo do MP, que investigava um esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro em 2019, Rabello acabou tendo o sigilo bancário quebrado por determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Os três assessores recebem entre 7,8 a 27,8 mil reais por mês por trabalharem no gabinete de Alana Passos. Além deles, a vereadora manteve Julia Wanderley, Alexis Diniz Queiroz e Rodrigo Thomé Torres.
Carlos Bolsonaro renunciou ao cargo de vereador em dezembro de 2025 para concorrer ao Senado por Santa Catarina.


