Ativista brasileiro Thiago Ávila, preso por Israel, deve ser libertado neste sábado (9)
Brasileiro foi preso no dia 29 de abril, na costa da ilha de Creta, na Grécia

Foto: Reprodução
Israel vai libertar neste sábado (9) dois ativistas, o brasileiro Thiago Ávila e o hispano-palestino Saif Abu Keshek, integrantes da mais recente flotilha de auxílio à Faixa de Gaza, nomeada Global Sumud.
Os ativistas foram capturados no dia 29 de abril deste ano, enquanto integravam o grupo que partiu em cerca de 50 embarcações da Espanha, França e Itália, com o intuito declarado de entregar ajuda humanitária da população vulnerabilizada pelos embates entre Israel e o Hamas.
As embarcações foram detidas na costa da ilha de Creta, na Grécia, Ávila e Keshek foram levados a Israel para serem interrogados, enquanto os demais ativistas foram liberados em solo grego. Os governos do Brasil e Espanha denunciaram as detenções, e denunciaram a ilegalidade da abordagem em águas internacionais, enquanto a ONU pediu a libertação imediata dos dois.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a soltura imediata do ativista brasileiro, através de uma publicação nas redes sociais, na qual afirmou que "manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel”.
Na terça-feira (5), um Tribunal israelense decidiu manter os dois ativistas presos pelo menos até o próximo domingo para permitir que a polícia tivesse mais tempo para interrogá-los. No entanto, a libertação foi antecipada para este sábado.
Conforme divulgado pela ONG palestina Adalah, ambos serão direcionados às autoridades israelenses de imigração para em seguida serem deportados.
Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel defende que os ativistas possuem vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), entidade sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Washington afirma que a organização atuaria de forma clandestina em apoio ao Hamas. Embora os ativistas neguem ter qualquer relação com o grupo.
Thiago Ávila já havia sido preso pela Marinha de Israel em 12 de junho do ano passado, mais uma vez após ser interceptado ao tentar levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. Na ocasião, ele estava no navio Madleen, interceptado pela Marinha israelita.


