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Áudios revelam suposta ação do Sindicato dos Rodoviários para colagem de adesivos do PT no 2º turno em Salvador

A adesivação foi usada como justificativa pelo prefeito Bruno Reis e pelo secretário Pablo Souza para reter os ônibus nas garagens

Por Da Redação
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Atualizado
Áudios revelam suposta ação do Sindicato dos Rodoviários para colagem de adesivos do PT no 2º turno em Salvador

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Áudios que circulam nas redes sociais nesta sexta-feira (30) revelam possíveis orientações do Sindicato dos Rodoviários para colar adesivos do PT nos ônibus de Salvador, um dia antes da votação do segundo turno, no último domingo (25).

Em um dos áudios, a voz que supostamente é do presidente do sindicato, Fábio Primo, orienta para colocar os adesivos "só nos carros que vão sair".

"Não tem material suficiente para todos os carros, então, quando chegar, temos que pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para a gente colar apenas nos carros que vão sair, até porque eles não colocam 100% da frota", diz a mensagem.

Em outro momento do áudio, o homem, que possivelmente é Primo, aponta o local de responsabilidade dos envolvidos para a execução da ação. "Temos que pegar o material. O momento é crucial. Não existe outra alternativa, então todo mundo tem que se doar um pouco".

O Sindicato dos Rodoviários de Salvador, por meio de nota, repudiou o que, segundo a instituição, seria a tentativa de transferência de responsabilidade, sem a devida comprovação. Em seguida, disse que é "inadmissível distorcer os acontecimentos".

Veja nota completa

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) apresentou uma queixa-crime ao Ministério Público Federal (MPF); neste documento foram apresentados os áudios, além de outros elementos.

A adesivação foi colocada como justificativa pela gestão municipal para a retenção dos transportes públicos nas garagens, por se tratar de crime eleitoral.

Relembre o episódio

No dia 25 de outubro, segundo turno das eleições, cidadãos soteropolitanos denunciaram a falta de ônibus na capital.

A escassez de transporte público foi um impedimento para que alguns eleitores chegassem até a zona de votação, sendo necessário o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prorrogar o horário da votação para as 19h.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), durante entrevista, disse que a falta de ônibus foram "problemas operacionais". Ainda no dia da votação, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE) decretou a prisão preventiva do secretário da Semob, Pablo Souza; medida foi revogada posteriormente.

Na terça-feira (27), um vereador de Salvador pediu o início de uma investigação na Câmara Municipal sobre a redução da frota. Além disso, setores da sociedade civil, junto com movimentos estudantis, protestaram pedindo o impeachment do prefeito Bruno Reis.

 

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