Bahia registra risco elevado de SRAG, aponta boletim da Fiocruz
No total, 18 estados mais o DF convivem com alerta elevado para síndrome respiratória aguda grave

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Com uma situação considerada grave, a Bahia possui alerta, risco ou elevado risco para ocorrência de casos graves de síndromes gripais. É o que mostra o boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O boletim ainda mostra que Mato Grosso e Maranhão, e outros 16 estados, além do Distrito Federal também vivem situação preocupante. Sendo que 13 dos locais tem demonstrado tendência de crescimento nos casos nas próximas semanas.
Acre, Tocantins e Pernambuco, além da própria Bahia, deverão entrar um cenário mais grave.
Mesmo diante da situação de alerta, a tendência nacional aponta estabilidade dos casos a longo prazo. Os pesquisadores já notaram que a interrupção do crescimento e quedas, em alguns lugares, das ocorrências motivadas pela influenza A e pelo rinovírus.
Os dois agentes foram responsáveis por mais de 70% dos episódios que testaram positivo para alguma infecção viral nas últimas semanas.
A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) acontece quando a pessoa manifesta sintomas gripais, a exemplo de febre, coriza e tosse, incluindo uma piora no quadro. Normalmente é sentida uma dificuldade para respirar, sem necessária a hospitalização.
Em algumas situações, o problema é decorrente de uma infecção causada por vírus, mas nem sempre o agente causador é identificado por exames.
Das principais infecções que provocam a SRAG, três poderão ser prevenidas por vacinas que são disponibilizadas pelo SUS. São elas: Influenza A, Influenza B e Covid-19.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está em vigor em todo país, com foco em crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, que podem desenvolver quadros mais graves.
Neste ano, 31.768 casos de SRAG já foram registrados no Brasil, e aproximadamente 13 mil tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório: 42,9% de rinovírus, 24,5% de influenza A, 15,3% de vírus sincicial respiratório, 11,1% de covid-19 e 1,5% de influenza B.
O Brasil já registrou 1.621 mortes por SRAG neste ano, sendo 669 testando positivo para doença. Nas determinadas situações, o destaque fica pela Covid-19, que é responsável por provocar 33,5% das mortes, seguida pela Influenza A que provocou 32,9%. O Rinovírus vem na sequência, com 22,7%. O vírus sincicial respiratório tem 4,8% e a Influenza B soma 2,8%.


