Baiana, zagueira Rafaelle retorna à seleção após quase dois anos
Zagueira traz na bagagem conhecimento sobre adversárias, experiência de 101 jogos pela Amarelinha e lembrança do último jogo contra os Estados Unidos.

Foto: Lívia Villas Boas / CBF
Com 101 jogos pela Seleção Brasileira, a baiana e zagueira Rafaelle conta com um "jogador" que pode ser decisivo no amistoso contra os Estados Unidos no próximo sábado (6): a torcida. São quase dois anos sem representar o Brasil em campo, sendo que a última partida também foi com as norte-americanas, na final das Olimpíadas de Paris.
O 1 a 0 teve um sabor agridoce, pois garantiu o título de medalhista olímpica com um ouro que pareceu escapar por pouco. Em sua sétima convocação pelo técnico Arthur Elias, a zagueira se junta ao elenco sabendo do desafio, mas com sede de revanche.
"Jogo com os Estados Unidos é sempre um grande jogo, né, mas, em casa, a gente tem que impor nosso ritmo", declarou Rafa. A jogadora participou de coletiva de imprensa na tarde da última terça-feira (2), logo após o primeiro treino da Seleção, no CT Joaquim Grava, em São Paulo.
Semelhanças entre os adversários
Aos jornalistas, ela contou sobre a experiência com as adversárias desde que foi contratada pelo Orlando Pride, em 2023. "Pela escalação, elas estão trazendo jogadoras que vinham sendo convocadas, então, estão encarando o jogo com muita seriedade. Mas é uma equipe que parece bastante com a nossa, são muito boas tecnicamente, gostam de marcar na pressão, principalmente na saída de bola", analisou.
Segundo a zagueira, outra semelhança entre as duas seleções são as jogadoras que podem resolver o jogo, como Marta, também veterana do grupo: "Ela traz muita energia, não só dentro, como fora de campo. Ela está sempre animada, positiva, com o grupo. E é uma jogadora que desequilibra, assim como ela desequilibrou na final da Copa América".
Rafa comentou ainda sobre a evolução do futebol feminino no Brasil, tanto em termos de estrutura de clubes quanto de visibilidade, comparando com ligas internacionais.
Com a bagagem de atletas mais experientes e que jogam nos Estados Unidos, o elenco convocado pelo técnico Arthur Elias tem com quem contar. "Estou muito feliz de estar de volta. Temos grandes jogadoras e a torcida a nosso favor", disse a zagueira.


