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Bebê morre após atendimento em UPA e família questiona versão apresentada por equipe médica

Micaelly Souza Moureira, de cinco meses, morreu na terça-feira (8); o caso é investigado pela Polícia Civil.

Por Uéditon Teixeira
Às

Atualizado
Bebê morre após atendimento em UPA e família questiona versão apresentada por equipe médica

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A mãe de Micaelly Souza Moureira, de cinco meses, que morreu após ser atendida na UPA Pediátrica dos Phocs, em Camaçari, questiona o atendimento prestado à filha. Em entrevista a um programa de rádio da cidade, apresentado pelo radialista Roque Santos, Maria Helena dos Santos disse que a filha apresentou uma piora repentina enquanto aguardava atendimento e exames na unidade de saúde. Segundo a mãe, a primeira informação recebida da equipe sobre a morte da criança foi de que ela teria sofrido uma parada cardíaca. Depois a família foi informada de que a morte estava ligada a um engasgo.

A mãe contesta a segunda versão apresentada pela equipe médica. Ela disse que ofereceu mingau à filha por volta do meio-dia, antes de buscar uma nova alimentação que a bebê comeria depois. Segundo o relato de Helena, a equipe foi informada sobre a alimentação da menina. Por volta das 16h40, enquanto ainda aguardava a realização de procedimentos na unidade, a criança estava terminando uma nebulização quando teria apresentado uma piora e faleceu antes de fazer a próxima refeição, o que, segundo a mãe, não condiz com a versão de engasgo apresentada.

Após a piora, Micaelly foi levada para a chamada sala vermelha. É o setor de emergência máxima destinado a receber e estabilizar pacientes em estado gravíssimo com risco imediato de morte. Neste setor da unidade de saúde, a criança faleceu. O corpo da criança posteriormente foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), para realização de perícia.


UPA abre sindicância para investigar morte

Em nota, enviada pela Secretaria de Saúde de Camaçari, a direção clínica e a coordenação da UPA dos Phocs afirmaram que todos os cuidados considerados pertinentes e previstos nos protocolos médicos foram adotados. O atendimento foi realizado por uma equipe multiprofissional capacitada para situações de urgência e emergência pediátrica. 

Após a morte, o corpo foi encaminhado ao IML, com conhecimento dos familiares. A unidade informou também que abriu uma sindicância por meio da Comissão de Prontuários e da Comissão de Óbito para apurar o atendimento.

A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte da bebê. Segundo o órgão, o corpo passou por perícia para ajudar na investigação. Pessoas relacionadas ao caso serão interrogadas. Os laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) também deverão auxiliar na identificação da causa da morte. Segundo a PC, não é possível afirmar que houve erro médico ou estabelecer a causa da morte da criança até que sejam emitidos pelo DPT os laudos da perícia.

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