Brasil cria 73 mil empregos formais em maio, pior resultado para o mês em seis anos
Número de vagas com carteira assinada caiu 52% na comparação com maio de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil criou 73.026 empregos com carteira assinada em maio deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é resultado de 2,2 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos registrados no período.
Na comparação com maio de 2025, quando foram abertas 153,1 mil vagas formais, o número representa uma queda de 52,3%. Também é o pior desempenho para um mês de maio desde 2020.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o país gerou 767,3 mil empregos formais, recuo de 28% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da desaceleração, o estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou a 47,87 milhões no fim de maio.
O setor de serviços liderou a geração de vagas no mês, com 46,6 mil postos de trabalho, seguido pela construção (12 mil), agropecuária (10,2 mil), indústria (5 mil) e comércio, que abriu 40 vagas.
Regionalmente, quatro das cinco regiões do país registraram saldo positivo na criação de empregos. O Sudeste liderou com 45,8 mil vagas, seguido pelo Nordeste (23,3 mil), Norte (5 mil) e Centro-Oeste (2 mil). A Região Sul foi a única a apresentar resultado negativo, com fechamento de 4,1 mil postos de trabalho.
O salário médio de admissão foi de R$ 2.384,10 em maio, valor inferior ao registrado em abril, mas acima do observado no mesmo mês de 2025. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração na geração de empregos aos efeitos da taxa de juros elevada e ao cenário econômico internacional.


