Brasil tem uma das campanhas eleitorais mais violentas da história, aponta levantamento
Dados indicam que a cada 13 dias, ocorre um ataque a vida de político

Foto: Reprodução/G1
Segundo um levantamento feito pela coordenação do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, da Universidade Cândido Mendes, a campanha deste ano teve um político assassinado a cada três dias. Já um outro estudo realizado pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global, com dados coletados desde 2016, indica que o país tem um ataque a vida de político a cada 13 dias.
Para Másimo Della Justina, mestre em Políticas Sociais e Planejamento pela London School of Economics e professor da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), observa-se a presença cada vez maior de representantes públicos, tanto eleitos quanto personalidades que têm voz na sociedade, com um discurso promotor de violência, mesmo que verbal sobretudo nas redes sociais.
Muitas vezes, essas pessoas, diz o pesquisador, acabam passando a ideia de que oponentes são inimigos e, portanto, devem ser eliminados. "Nossa política, no geral, está usando uma linguagem de 50, 70 anos atrás, uma linguagem de direita e esquerda, uma linguagem macarthista e que gera confusão e conflito”, afirma. Outro fator recente apontado consiste na "apropriação” da política por grupos criminosos organizados.


