Brasileira é presa na Indonésia com cocaína escondida em xampus e pode pegar prisão perpétua
Mulher foi flagrada com mais de 3,6 kg da droga na bagagem; polícia investiga a origem e o destino do entorpecente.

Foto: Divulgação/Indonesian National Police
Uma brasileira de 36 anos foi presa em Bali, na Indonésia, após ser flagrada transportando mais de 3,6 quilos de cocaína líquida escondidos em frascos de xampu e outros produtos de higiene pessoal. A mulher pode ser condenada à prisão perpétua caso seja considerada culpada, diante das rígidas leis antidrogas do país.
Identificada pelas iniciais TCDS, ela foi detida na terça-feira da semana passada, após sair do Brasil e desembarcar na ilha turística. A apreensão foi divulgada pelas autoridades locais nesta segunda-feira.
Segundo a polícia de Bali, o entorpecente estava distribuído em sete frascos encontrados na bagagem. O caso foi classificado pelas autoridades como uma das maiores apreensões de cocaína líquida já realizadas na região.
Brasileira receberia cerca de R$ 249 mil pelo transporte
De acordo com a polícia, a mulher afirmou que recebeu instruções de outro brasileiro, identificado apenas como “G”, para entregar a droga a uma pessoa em Bali. Pelo transporte, ela receberia US$ 50 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 249 mil.
Informações divulgadas pela agência de notícias indonésia Antara apontam que a brasileira deixou o Brasil na segunda-feira da semana passada. Ela também teria uma passagem de volta com partida de Bali prevista para 3 de novembro de 2026.
As autoridades não informaram de qual aeroporto brasileiro ela partiu nem qual seria o destino de retorno.
Em comunicado, a polícia afirmou que a apreensão busca impedir a circulação de drogas e reduzir os riscos provocados pelo consumo de substâncias ilícitas à saúde e à segurança pública.
Investigadores da Diretoria de Narcóticos da Polícia Regional de Bali trabalham para identificar a origem da cocaína líquida, a rede de distribuição e o destino final do material.
Indonésia prevê prisão perpétua e pena de morte
A Indonésia está entre os países com legislação antidrogas mais rigorosa do mundo. O tráfico de entorpecentes pode resultar em prisão perpétua ou pena de morte, a depender do caso.
A última execução no país ocorreu em 2016, quando um cidadão indonésio e três nigerianos condenados por crimes relacionados a drogas foram mortos por fuzilamento.
Em julho deste ano, um piloto malaio também foi preso na Indonésia sob suspeita de transportar 70 mil comprimidos de ecstasy.
Brasileiro foi condenado a 18 anos por tráfico em Bali
Outro brasileiro preso por tráfico de drogas na Indonésia é Yuri Bezerra da Costa, de 25 anos. Em fevereiro deste ano, ele foi condenado a 18 anos de prisão por entrar em Bali com três quilos de cocaína. A sentença também estabeleceu uma multa de US$ 57 mil, equivalente a cerca de R$ 284 mil.
Yuri havia sido preso em julho de 2025, no mesmo aeroporto em que a brasileira foi detida na semana passada.
Segundo a Antara, ele transportou a cocaína do Rio de Janeiro para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e depois seguiu para Denpasar, na Indonésia, antes de chegar a Bali.
Relembre brasileiros condenados no país
Outros brasileiros também foram presos por tráfico de drogas na Indonésia, incluindo dois que acabaram executados por fuzilamento.
- Marco Archer: foi preso em 2004, no aeroporto de Jacarta, ao tentar entrar no país com cerca de 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa-delta desmontada. Condenado à morte, foi executado em 18 de janeiro de 2015, na ilha de Nusakambangan.
- Rodrigo Gularte: preso em 2004, em Jacarta, ao tentar transportar seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe, também foi condenado à morte. Apesar dos apelos humanitários relacionados ao diagnóstico de esquizofrenia paranoide, ele foi executado em 29 de abril de 2015.
- Manuela Farias: foi detida no aeroporto de Bali em 31 de dezembro de 2022, com quatro quilos de cocaína distribuídos na bagagem. Ela havia contado a familiares que viajaria para passar a virada do ano com o namorado. Em junho, foi condenada a 11 anos de prisão.


