Brasileiro pode ser enquadrado como terrorista por Israel
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, Thiago Ávila declarou apoio a várias organizações terroristas

Foto: Reprodução/EstadodeIsrael
A justiça israelense prorrogou até o próximo domingo (10) a prisão preventiva dos ativistas da "Flotilha de Gaza", detidos na costa da Grécia: o espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila. A decisão foi anunciada na audiência judicial realizada nesta terça-feira (5) em Ashkelon, no norte do país, onde os ativistas estão detidos.
No domingo, o tribunal israelense aprovou uma primeira prorrogação de dois dias da prisão preventiva dos dois ativistas que faziam parte da flotilha que buscavam romper o bloqueio de Israel e do Egito à Faixa de Gaza. Foram 20 embarcações interceptadas e todos os ativistas foram enviados à Grécia, à exceção de Thiago Ávila e de Saif Abu Keshek.
Keshek é suspeito de filiação a uma organização terrorista, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel; já Thiago Ávila é suspeito de "atividade ilegal". Em resposta à RFI, o Ministério das Relações Exteriores israelense declarou que “Ávila expressou publicamente apoio a diversas organizações terroristas, incluindo o Hezbollah, o Hamas e o regime iraniano”.
Thiago Ávila compareceu ao funeral do secretário-geral do Hezbollah, em fevereiro de 2025, Hassan Nasrallah, morto no final do ano anterior por Israel. Em nota, os Ministérios das Relações Exteriores do Brasil e da Espanha descreveram a situação como "sequestro" de seus cidadãos.


