BRB planeja vender ativos de sua carteira que foram recuperados do Banco Master

O BRB disse ter suficiência patrimonial, o que significa que o patrimônio líquido da instituição está dentro do que é exigido pelas normas do BC em função dos seus ativos

Por FolhaPress
Às

BRB planeja vender ativos de sua carteira que foram recuperados do Banco Master

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O BRB (Banco de Brasília) planeja vender ativos que foram recuperados junto ao Banco Master e hoje integram a sua carteira, como fundos, CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários).

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (19), a instituição do Distrito Federal afirmou que a medida contribuirá para "fortalecimento adicional" da posição financeira do conglomerado BRB.

O BRB disse ter suficiência patrimonial, o que significa que o patrimônio líquido da instituição está dentro do que é exigido pelas normas do BC em função dos seus ativos, e disse seguir "sólido, estável e operando normalmente, sem qualquer risco de intervenção".

Segundo a instituição, as apurações conduzidas pelo Banco Central e pela auditoria independente da Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll, ainda estão em curso e devem ser concluídas nas próximas semanas.

"Qualquer número não oficial divulgado publicamente é meramente especulativo, não correspondendo à realidade e não possuindo base técnica", disse o BRB em nota.

O BRB afirmou também que, se necessário, dispõe de um plano para recomposição de capital. Na semana passada, o banco admitiu que pode recorrer ao governo do Distrito Federal, seu controlador, caso seja confirmado prejuízo decorrente da compra de carteiras de crédito do Master, que entrou em liquidação em novembro do ano passado.

Em setembro do ano passado, o BC rejeitou a compra do Master pelo BRB -transação que englobava R$ 23 bilhões em ativos. A avaliação do caso durou cerca de cinco meses.

A possível aquisição de 58% do Master pelo BRB foi anunciada em 28 de março. Pelo acordo, o BRB compraria 49% das ações ordinárias (com direito a voto) e 100% das preferenciais do Master, detidas pela Master Holding Financeira e DV Holding Financeira. O perímetro da operação passou por ajustes ao longo das tratativas.

Antes de o BC rejeitar a operação, o banco estatal do DF adquiriu carteiras de crédito do banco de Daniel Vorcaro que, segundo investigadores, se mostraram fraudulentas, decorrentes de empréstimos inexistentes. O valor dessa fraude, segundo investigação da PF, chegou a R$ 12,2 bilhões.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou em depoimento à PF, que parcela significativa desses recursos foram devolvidos ao BRB pelo Master e que o saldo negativo estava em pouco menos de R$ 2 bilhões.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário

Nome é obrigatório
E-mail é obrigatório
E-mail inválido
Comentário é obrigatório
É necessário confirmar que leu e aceita os nossos Termos de Política e Privacidade para continuar.
Comentário enviado com sucesso!
Erro ao enviar comentário. Tente novamente mais tarde.