Bruno Guimarães perde segundo pênalti da carreira após erro na eliminação do Brasil
Volante desperdiçou cobrança contra a Noruega, mas soma sete acertos em nove pênaltis; Ancelotti explicou critério para escolhê-lo como cobrador.

Foto: Rafael Ribeiro / CBF, Nelson Terme / CBF
O pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães na eliminação da seleção brasileira para a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, virou um dos assuntos mais comentados entre os torcedores nas redes sociais. Apesar das críticas, o retrospecto do volante como cobrador é positivo: esta foi apenas a segunda cobrança desperdiçada em toda a carreira.
Ao todo, Bruno Guimarães já bateu nove pênaltis como profissional, entre cobranças durante o tempo normal e disputas por penalidades. O volante converteu sete delas e falhou apenas duas. A primeira havia sido na FA Cup, defendendo o Newcastle, diante do Bournemouth. A segunda aconteceu justamente no domingo (5), contra a Noruega.
A cobrança desperdiçada ocorreu ainda no primeiro tempo. Bruno bateu no canto esquerdo, mas o goleiro norueguês Ørjan Nyland caiu para fazer a defesa. Nos minutos finais da partida, Neymar converteu outro pênalti, sofrido por Casemiro, mas o Brasil acabou derrotado por 2 a 1 e deu adeus ao Mundial.
Após a partida, o técnico Carlo Ancelotti explicou por que Bruno foi o escolhido para a cobrança, mesmo com Vinícius Júnior em campo. Segundo o treinador, a decisão foi baseada em um levantamento estatístico feito pela comissão técnica.
"Fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli. Escolhemos Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor no campo", afirmou.
Antes da cobrança contra a Noruega, Bruno havia convertido pênaltis pelo Athletico-PR, Lyon e Newcastle, tanto em disputas eliminatórias quanto durante partidas. O aproveitamento de quase 78% reforça que o erro na Copa foi uma exceção em seu histórico como cobrador.
Com a eliminação, o Brasil também ampliou o maior jejum de títulos mundiais de sua história. O último título da Seleção segue sendo o pentacampeonato conquistado em 2002 e, quando a próxima Copa do Mundo for disputada, em 2030, o país completará 28 anos sem levantar a taça.


