Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal, no Maranhão, entram no 17º dia
As crianças estão desaparecidas desde o dia 4 de janeiro; elas se perderam após saírem em busca de um pé de maracujá

Foto: Reprodução
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem sem avanços no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. Eles estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, completando, nesta terça-feira (20), 17 dias. As ações se concentram tanto na mata quanto no Rio Mearim, que corta a área em que as crianças foram vistas pela última vez.
A região central de buscas foi definida a partir do relato de Anderson Kauan, de 8, primo das crianças. Ele também desapareceu no dia 4 de janeiro, mas foi encontrado com vida três dias depois.
O delegado responsável pelo caso, Ederson Martins, em entrevista ao Metrópoles, disse que Anderson e os primos se perderam após saírem em busca de um pé de maracujá. As crianças teriam sido advertidas por um tio para que retornassem para casa.
Para não serem vistos, decidiram seguir por um caminho alternativo, em uma área de mata mais fechada, e acabaram se perdendo. Ágatha Isabelly, Allan Michael e Anderson Kauan se abrigaram em um local conhecido pelos moradores da região como “casa caída”, uma cabana abandonada no meio da mata. O menino relatou aos policiais, que havia cadeira e colchão velhos na casa.
Eles utilizaram o local como refúgio durante o período em que estiveram juntos, mas, por conta do estado avançado de deterioração da estrutura, eles também teriam se protegido no pé de uma árvore. No terceiro dia de desaparecimento, Anderson seguiu sozinho pela mata para achar a saída. Já as outras duas crianças estavam cansadas de caminhar. Foi nesse momento que eles se separaram.
Anderson foi encontrado por um carroceiro em um matagal, no dia 7 de janeiro, a cerca de 4 quilômetros do local em que desapareceu, sem roupas e com sinais de fraqueza. O menino que chegou a afirmar que os dois primos estavam "mais à frente", mas o local em que as crianças estariam não foi identificado pelas autoridades.
A polícia não conseguiu estimar quanto tempo Anderson caminhou pela mata andes de ser encontrado. Apesar de outras linhas de investigação não serem descartadas, as possibilidades de sequestro e violência sexual perderam força após exames periciais no garoto descartarem abuso.
A Polícia Civil do Maranhão está conduzindo as investigações. Um inquérito policial foi instaurado e é conduzido por uma comissão formada por delegados, agentes e investigadores. Ao jornal Metrópoles, o secretário de Segurança Pública do estado, Maurício Martins, disse que todas as hipóteses seguem em apuração.
Buscas
Atualmente, mais de 500 pessoas participam das buscas, entre agentes de segurança, militares, bombeiros de diferentes estados e voluntários. No fim de semana, a força-tarefa ganhou reforço com a atuação da Marinha do Brasil no trecho fluvial. No domingo (8/1), os militares realizaram varreduras com sonar. Já na segunda-feira (19/1), bombeiros que integram as equipes de buscas percorreram 180 quilômetros pelo rio.
Segundo os dados do governo do Maranhão, as equipes já realizaram varreduras em uma área superior a 3.200 km².
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