BYD Dolphin Mini tem painel e interior revelados
Painel digital fica somente na tela em nova geração

O novo BYD Seagull, vendido no Brasil como Dolphin Mini, apareceu em imagens que revelam uma mudança marcante na cabine: não há uma tela de instrumentos separada à frente do motorista.
A solução já havia surgido em um flagra do interior e agora aparece também nos desenhos oficiais divulgados pela BYD na China.
O Dolphin Mini de segunda geração já está pronto para estrear. Essa semana um flagra publicado na China revelou o carro gravando comerciais e fazendo fotos de divulgação.
As informações de condução deverão ser concentradas na tela central elevada. A marca ainda não detalhou como serão exibidos todos os dados, como velocidade e alertas, na versão de produção. Essas fotos são apenas um registro divulgado pela própria BYD.
O restante da cabine também foi redesenhado. O volante passou a ter dois raios, o seletor de marcha foi deslocado para uma haste junto à coluna de direção e uma fileira de botões físicos aparece abaixo das saídas centrais de ar. O console elevado reúne porta-copos e espaço para carregamento de celular por indução, com um vão para objetos na parte inferior.
É uma disposição bem diferente daquela do Dolphin Mini atual, que mantém um quadro de instrumentos próprio diante do condutor.
Segundo os dados apresentados no registro chinês, a nova geração mede 4,205 metros de comprimento, contra 3,780 metros do modelo atual: são 42,5 cm a mais. A largura sobe de 1,715 m para 1,810 m, enquanto a altura passa a 1,570 m. A distância entre eixos cresce 15 cm e chega a 2,650 m. É praticamente a mesma medida do Volkswagen T-Cross, que tem 2,651 m. O novo elétrico também passa a ser homologado para cinco ocupantes, ante quatro no Seagull original usado como base de comparação na China.
Os registros técnicos apontam motor elétrico dianteiro de 95 kW, equivalentes a aproximadamente 129 cv, bem acima dos 75 cv do Dolphin Mini atual e até do Dolphin GS de 95cv. A velocidade máxima informada sobe de 130 km/h para 150 km/h. Na China, são mencionadas baterias LFP de aproximadamente 30 kWh e 39,2 kWh, associadas a autonomias de 320 km e 420 km pelo ciclo chinês CLTC.
O novo porte muda o papel do carro. Com comprimento superior ao do Dolphin GS vendido no Brasil e entre-eixos de SUV compacto, a próxima geração deixa de ser apenas um elétrico urbano pequeno. A BYD ainda não se pronunciou de forma oficial sobre a novidade que deve surgir como versão de produção nos próximos dias na China.


