Camila Luz destaca desafios da liderança feminina em episódio sobre empoderamento no TCE-BA
rocuradora do Ministério Público de Contas da Bahia falou sobre machismo estrutura e ocupação de cargos de direção por mulheres

Foto: FB COMUNICAÇÃO
O Sobretudo exibiu, na última quinta-feira (21), uma entrevista com a procuradora do Ministério Público de Contas do Estado da Bahia, Camila Luz, que abordou o tema do empoderamento feminino dentro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia. Durante a conversa, a convidada discutiu os obstáculos enfrentados por mulheres em espaços de liderança e os desafios de equilibrar carreira, maternidade e responsabilidades domésticas.
Ao comentar sua trajetória em cargos de direção, Camila afirmou que mulheres ainda precisam enfrentar barreiras que, segundo ela, não atingem os homens da mesma forma. “Para a mulher, hoje, ela ocupar um cargo de direção, ela tem que passar por diversas barreiras que os homens não enfrentam”, declarou.
A procuradora também destacou que o debate sobre desigualdade de gênero ganhou mais espaço nos últimos anos, embora a realidade ainda seja marcada por estruturas machistas. “Nossa sociedade é machista e os tribunais de contas, por serem antigos e muitas vezes essa forma de nomeação decorrer de escolhas, dificilmente as mulheres eram escolhidas”, afirmou.
Durante o episódio, Camila Luz ressaltou que o peso das responsabilidades familiares ainda recai majoritariamente sobre as mulheres, o que impacta diretamente na ascensão profissional. “Essa questão do dever de cuidado é primordialmente colocado nas costas da mulher. Então conciliar a vida profissional com a maternidade, com a vida doméstica, é um grande desafio para as mulheres”, disse.
Apesar das dificuldades, a procuradora afirmou que encontrou acolhimento no ambiente institucional e defendeu a presença feminina em funções de liderança. Segundo ela, a sensibilidade e a escuta são características importantes na gestão. “A mulher traz uma sensibilidade, um escuta que é importante nessa função diretiva”, destacou.
Camila ainda afirmou que sua trajetória busca demonstrar que é possível ocupar posições de comando sem abrir mão da identidade feminina e da maternidade. “Consegui demonstrar que é possível, que é possível as mulheres chegarem a cargos diretivos e sem deixar de ter o lado feminino, o lado maternal”, concluiu.


