Campanha de João Roma para o Senado evita menções a Bolsonaro e gera críticas no PL da Bahia
O candidato negou falta de investimentos nos materiais de campanha, mas confirmou mudança na abordagem

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A postura do presidente do PL-BA, João Roma, também candidato ao Senado na chapa de ACM Neto (UB), tem desagradado postulantes à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, que criticam a falta de verba e de material para promover Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência da República. As informações são do jornal O Globo.
Roma tem adotado um figurino azul, cor que marca a campanha do ex-prefeito de Salvador. Em 2022, quando apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o candidato usava verde e amarelo.
ACM Neto descarta a possibilidade de ter Flávio do palanque, pelo menos no primeiro turno. Ele já anunciou publicamente o apoio ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), no pleito pelo Planalto.
A primeira peça de campanha na TV de Roma foi ao ar nesta semana, mas o candidato não citou a família do ex-presidente em nenhum momento. No tempo da propaganda eleitoral, Roma diz apenas que trabalhou em Brasília e cita os feitos no Ministério da Cidadania.
Quando disputou o governo da Bahia contra ACM Neto e Jerônimo Rodrigues (PT) em 2022, Roma se apresentava como o "único candidato de Bolsonaro na Bahia". Quatro anos depois, ele é apresentado na campanha como "senador de Neto".


"Não estamos recebendo santinhos da campanha do Flávio e fui impedido de citar Bolsonaro na gravação para a TV, cujo tempo foi 6 segundos. Quem é muito aliado do bolsonarismo vem sendo escanteado e boicotado na distribuição de verba para a campanha, não me repassaram nem 20% do acordado", diz o candidato à Câmara Giu Argôlo em entrevista ao jornal.
Procurado pelo Globo, Roma firmou que o diretório do PL na Bahia tem investido sim na campanha de Flávio no estado. "Fiz material de campanha porque o preparado pelo PL nacional ainda não chegou. Estamos usando nossa estrutura para ajudar Flávio", disse Roma.
Questionado pela mudança na abordagem da campanha deste ano, o bolsonarista baiano afirmou que é consequência da natureza distinta das candidaturas.
"Uma coisa é campanha ao governo, outra é ao Senado. Faço parte agora de uma chapa, obedeço a linguagem do azul, rosa e branco da campanha do ACM Neto. Não vou destoar disso. Mas a defesa de Bolsonaro é inerente à posição que ocupo — afirmou o candidato, que completa: — Inclusive, venho pedindo voto ao Flávio em agendas com o ACM Neto, que defende outro candidato", concluiu.


