Candidatos sem paretesco não podem usar 'Bolsonaro' no nome
Pelo menos 20 candidatos usam “Bolsonaro” no nome de urna, segundo levantamento citado pela CNN.
Por Da Redação
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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Candidatos que tentam utilizar o sobrenome “Bolsonaro” no nome de urna, sem ter vínculo familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), começaram a ser barrados pela Justiça Eleitoral. Dois casos recentes foram registrados no Rio de Janeiro e em Mato Grosso. No estado fluminense, o candidato a deputado federal Renato de Araújo Corrêa, do PL, pediu para concorrer como “Renato de Araújo Bolsonaro”. O TRE-RJ rejeitou a solicitação. Já em Mato Grosso, a candidata a deputada estadual Flaviane Ramalho tentou registrar “Flaviane do Bolsonaro”. O TRE-MT também não autorizou a utilização do nome.
As decisões consideraram que a escolha poderia levar o eleitor a acreditar que existe algum vínculo familiar com o ex-presidente. No caso de Flaviane, a Justiça destacou ainda que “Bolsonaro” não integra o nome civil da candidata e que não foi apresentada comprovação de que ela seja conhecida publicamente por essa denominação.
O Ministério Público Eleitoral tem defendido que candidatos sem parentesco não utilizem sobrenomes de políticos conhecidos quando isso puder provocar confusão ou favorecer a transferência de votos. No caso do Rio de Janeiro, o entendimento foi adotado pelo desembargador Paulo Cesar Salomão Filho. Em Mato Grosso, a decisão foi do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra.
Outros candidatos
Um levantamento citado pela CNN Brasil identificou pelo menos 20 candidatos nas eleições de 2026 que utilizam “Bolsonaro” no nome de urna sem possuir parentesco com o ex-presidente. Também há pelo menos oito candidatos que utilizam “Lula”, apesar de não terem parentesco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os demais casos ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral, que poderá seguir o entendimento adotado nas decisões recentes.
As decisões consideraram que a escolha poderia levar o eleitor a acreditar que existe algum vínculo familiar com o ex-presidente. No caso de Flaviane, a Justiça destacou ainda que “Bolsonaro” não integra o nome civil da candidata e que não foi apresentada comprovação de que ela seja conhecida publicamente por essa denominação.
O Ministério Público Eleitoral tem defendido que candidatos sem parentesco não utilizem sobrenomes de políticos conhecidos quando isso puder provocar confusão ou favorecer a transferência de votos. No caso do Rio de Janeiro, o entendimento foi adotado pelo desembargador Paulo Cesar Salomão Filho. Em Mato Grosso, a decisão foi do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra.
Outros candidatos
Um levantamento citado pela CNN Brasil identificou pelo menos 20 candidatos nas eleições de 2026 que utilizam “Bolsonaro” no nome de urna sem possuir parentesco com o ex-presidente. Também há pelo menos oito candidatos que utilizam “Lula”, apesar de não terem parentesco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os demais casos ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral, que poderá seguir o entendimento adotado nas decisões recentes.


