Capacete usado por Ayrton Senna em 1992 é leiloado por R$ 3,46 milhões

Item utilizado pelo tricampeão em três GPs superou em quase cinco vezes a estimativa máxima de venda.

Por Da Redação
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Capacete usado por Ayrton Senna em 1992 é leiloado por R$ 3,46 milhões

Foto: Divulgação

Um capacete utilizado por Ayrton Senna durante a temporada de 1992 da Fórmula 1 foi arrematado por 500 mil libras, cerca de R$ 3,46 milhões na cotação atual, em leilão realizado durante o fim de semana do Grande Prêmio da Grã-Bretanha. O valor surpreendeu ao superar com folga a estimativa inicial da casa responsável pela venda, que esperava arrecadar entre 80 mil e 120 mil libras.

Produzido pela Shoei, o capacete foi utilizado pelo tricampeão mundial quando defendia a McLaren e acompanhou Senna em três etapas daquela temporada: Grã-Bretanha, Alemanha e Hungria. O item teve sua autenticidade confirmada por meio de um certificado emitido pela própria McLaren.

Segundo a descrição do leilão, o capacete preserva diversas marcas do uso nas pistas, como impactos de pedras, desgastes naturais e outros detalhes característicos de uma peça utilizada em corridas oficiais, fatores que aumentam seu valor histórico e despertam o interesse de colecionadores.

As provas em que o brasileiro utilizou o equipamento ajudam a explicar sua importância. Em Silverstone, Senna abandonou a corrida após um problema na caixa de câmbio quando ocupava a quarta colocação. Na etapa seguinte em que o capacete foi usado, na Alemanha, terminou em segundo lugar, atrás de Nigel Mansell. A corrida entrou para a história por registrar a única vez em que Mansell, Senna e Michael Schumacher dividiram o mesmo pódio em um Grande Prêmio de Fórmula 1.

Foi, porém, na Hungria que o capacete viveu seu momento mais marcante. Depois de largar na terceira posição, Senna assumiu a liderança ainda no início da corrida e aproveitou o abandono de Riccardo Patrese para conquistar a vitória em Hungaroring. Aquele triunfo foi o segundo de apenas três conquistados pelo brasileiro na temporada de 1992, último ano da parceria entre McLaren e Honda.

De acordo com a empresa responsável pelo leilão, análises detalhadas de imagens da época confirmaram que Senna não voltou a utilizar o capacete após o GP da Hungria, o que reforça ainda mais a autenticidade e a relevância histórica da peça. O resultado da venda mostra que, mais de três décadas depois, objetos ligados ao tricampeão brasileiro continuam entre os itens mais valorizados do automobilismo mundial.

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