Caribé se aproxima de recorde de Cielo e faz história nos 50m borboleta
Baiano termina Troféu José Finkel com marcas de destaque e confirma evolução nas provas de velocidade.

Foto: Satiro Sodré / CBDA
Guilherme Caribé viveu uma semana de marcas importantes no Troféu José Finkel, em São Paulo. O brasileiro registrou 21s86 nos 50m borboleta e entrou no grupo dos oito melhores tempos da história da prova em piscina curta. A marca ficou a apenas 11 centésimos do recorde sul-americano e reforça a evolução do velocista no ciclo para Los Angeles 2028.
O resultado nos 50m borboleta ganha um peso especial porque a prova fará sua estreia no programa olímpico nos Jogos de Los Angeles, em 2028. A disputa será realizada em piscina longa, mas o desempenho de Caribé na piscina curta mostra o momento de crescimento do brasileiro em diferentes formatos.
A marca de 21s86 é a 35ª melhor da história da prova e a oitava entre nadadores brasileiros. Os sete tempos nacionais que aparecem à frente pertencem a Nicholas Santos, referência mundial nos 50m borboleta.
Caribé também deixou sua marca nos 50m livre durante o José Finkel. Na sexta-feira (4), último dia de competição, o atleta do Recreio da Juventude venceu a prova com 20s54, ficando a apenas três centésimos do recorde sul-americano de Cesar Cielo, que é de 20s51.
Além da marca expressiva, a vitória nos 50m livre garantiu a Caribé uma vaga no Mundial de piscina curta. O brasileiro já havia conquistado duas medalhas de prata em Campeonatos Mundiais na piscina curta e agora amplia o protagonismo também nas provas de velocidade.
Principal nome do Brasil na velocidade atualmente, Caribé vem sendo comparado cada vez mais a Cielo, maior medalhista olímpico da natação brasileira e único campeão olímpico do país na modalidade. Aos 23 anos, o baiano vive um momento de afirmação justamente em um ciclo que terá nos 50m borboleta uma nova possibilidade de medalha olímpica.


