Carlos diz que encontrou Bolsonaro sangrando na Superintendência da PF

Moraes negou solicitação da defesa que pedia o deslocamento à unidade de saúde

Por Stephanie Ferreira
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Atualizado
Carlos diz que encontrou Bolsonaro sangrando na Superintendência da PF

Foto: Flickr - Gabinete Carlos Bolsonaro

O ex-vereador Carlos Bolsonaro disse ter encontrado o pai, Jair Bolsonaro, com um hematoma no rosto e um sangramento no pé na manhã desta terça-feira (06). Em uma publicação nas redes sociais, ele disse que quando chegou à Superintendência da Polícia Federal (PF) os médicos estavam atendendo o ex-presidente. 

"Hoje, como combinado, minha visita seria feita após Michelle. Cheguei à Polícia Federal e, estranhamente, ela ainda não havia entrado, pois ficamos sabendo que médicos estavam averiguando uma queda de meu pai. Não entendi. Após vê-lo, notei um hematoma no rosto e os pé sangrando; perguntei o que havia ocorrido e, nitidamente atordoado, ele mudou de assunto", escreveu no X. 

No texto, ele afirma que o motivo do hematoma foi uma queda durante a madrugada. "Ao conversar com ele, soube que caiu na madrugada após um possível pesadelo, mas ele não soube informar o horário nem como aconteceu. A Polícia só percebeu que o fato havia ocorrido pela manhã, ao destrancarem a porta do quarto e encontrarem o velho atordoado", continuou.

Carlos Bolsonaro afirmou que solicitou o atendimento médico, mas foi informado de que “o Presidente só pode ir ao hospital se os advogados protocolarem uma petição ao STF”. Em outra publicação ele cronometra o que teria ocorrido durante a visita nesta terça. 
 

Decisão de Moraes

A defesa de Jair Bolsonaro pediu que ele fosse encaminhado imediatamente para uma unidade hospitalar. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou a solicitação.

Moraes considerou que o quadro não justifica a necessidade de “remoção imediata do custodiado para o hospital”, após a equipe médica da Polícia Federal constatar que Bolsonaro sofreu “ferimentos leves”, sem necessidade de deslocamento. 

Na decisão, o ministro determinou também que os advogados apresentem ao STF o laudo médico realizado pela Polícia Federal decorrente do atendimento e indique quais exames serão necessários para checar a viabilidade de eles serem feitos na própria PF.

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