Caso Banco Master leva BRB a virar sócio de fundos com mais de 100 restaurantes
Ativos foram repassados ao banco estatal como compensação por títulos irregulares

Foto: Agência Brasil/Joédson Alves
O caso envolvendo a compra do Banco Master levou o Banco de Brasília (BRB) a se tornar sócio de fundos responsáveis pela administração de mais de 100 restaurantes e quatro shoppings espalhados pelo Brasil.
Como forma de compensação por perdas relacionadas à venda de títulos considerados irregulares ao banco estatal, o Master repassou ao BRB ativos com valor de mercado. A operação foi realizada no ano passado e, agora, a atual gestão do BRB, sob o comando de Nelson Antônio de Souza, avalia a possibilidade de negociar esses ativos.
Entre eles está a participação no fundo Strelitzia, que tem como um dos administradores a Reag Trust Administradora de Recursos, empresa que figura no centro do escândalo envolvendo o Banco Master.
Com a entrada do BRB como sócio, o fundo Strelitzia passou a integrar a estrutura societária de um dos maiores grupos de bares e restaurantes do país, o Alife Nino. O grupo é responsável por 14 marcas e tem mais de 70 operações distribuídas em 11 estados brasileiros.
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Fraude bilionária
Uma investigação da Polícia Federal (PF) busca esclarecer detalhes das negociações do BRB para a compra do Banco Master. O negócio acabou suspenso após a identificação de irregularidades nas tratativas e, posteriormente, o Master foi liquidado pelo Banco Central por fraudes financeiras.
O BRB desembolsou R$ 12 bilhões na aquisição de carteiras de crédito que não pertenciam ao Master e não tinham garantias.


