Caso de Maíra Cardi chama atenção para riscos do PMMA em preenchimentos permanentes!

Influenciadora contou que precisará retirar PMMA do rosto quase duas décadas após o procedimento. A médica, Dra. Fernanda Nichelle, explica por que substâncias permanentes podem provocar complicações

Por Michel Telles
Às

Atualizado
Caso de Maíra Cardi chama atenção para riscos do PMMA em preenchimentos permanentes!

Foto: Redes Sociais

Em vídeo publicado nas redes sociais nessa semana, Maíra Cardi contou que precisará passar por uma cirurgia delicada para retirar PMMA (polimetilmetacrilato) do rosto, material que teria sido aplicado há cerca de 18 anos em um procedimento para tratar olheiras profundas e suavizar o chamado “bigode chinês”.

Segundo Maíra, na época não houve explicação clara sobre qual produto estava sendo utilizado. Anos depois, começaram a surgir sinais preocupantes. A influenciadora relata inchaço, assimetria facial e endurecimento em algumas áreas da face, onde hoje consegue sentir nódulos sob a pele.

O caso chama atenção porque o PMMA é um material permanente. Diferentemente de outros preenchedores absorvíveis, ele permanece no organismo e pode desencadear reações inflamatórias tardias, que às vezes aparecem muitos anos depois da aplicação. Em alguns pacientes, o produto pode provocar deformidades, granulomas e alterações na circulação local.

A médica especialista em estética, Dra. Fernanda Nichelle, explica que esse tipo de complicação costuma surgir justamente pelo caráter definitivo da substância. “A grande questão do PMMA é que ele não é absorvido pelo organismo. Quando ocorre uma reação inflamatória, formação de nódulos ou migração do material, a correção se torna extremamente complexa. Muitas vezes não existe uma forma simples de remover tudo”, afirma.

De acordo com a médica, o produto possui indicações muito específicas na medicina, mas sua utilização estética exige cautela e experiência técnica. “O paciente precisa saber exatamente o que está sendo aplicado no rosto ou no corpo. Informação e consentimento são fundamentais em qualquer procedimento".

Outro ponto delicado é que a retirada do PMMA nem sempre é possível de forma completa. Como o material pode se integrar aos tecidos, a remoção pode exigir cirurgia e, em alguns casos, até a retirada de pequenas áreas de pele ou tecido afetado. “É um procedimento que envolve riscos importantes. O rosto é uma região rica em nervos e vasos. Durante a tentativa de retirada do material, existe a possibilidade de lesões, cicatrizes ou alterações na expressão facial. Por isso cada caso precisa ser avaliado com muito cuidado”, explica a Dra. Fernanda Nichelle.

Para a especialista, situações como a de Maíra Cardi reforçam a importância de escolher profissionais qualificados e de compreender exatamente quais substâncias estão sendo utilizadas. “Na medicina estética, o mais seguro é trabalhar com materiais absorvíveis e com histórico consolidado de segurança. Procedimentos permanentes exigem uma indicação muito criteriosa. Beleza nunca pode vir antes da segurança do paciente”, conclui.

Muitas complicações aparecem anos depois do procedimento, quando o paciente já não tem mais acesso ao profissional que realizou a aplicação. Nesse caso, o acompanhamento médico especializado se torna essencial para avaliar as opções de tratamento e reduzir riscos.

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