Começa júri acusado de matar Mãe Bernadete

Josevan Dionísio dos Santos é o terceiro acusado a ser julgado pelo assassinato da líder quilombola, morta em 2023.

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Começa júri acusado de matar Mãe Bernadete

Foto: Reprodução/Conaq

O assassinato de Mãe Bernadete, liderança quilombola morta a tiros em agosto de 2023, terá mais um capítulo na Justiça nesta terça-feira (13). Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como “BZ” ou “Buzuim”, será julgado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, apontado pela acusação como um dos executores do crime.

A líder Maria Bernadete Pacífico Moreira foi morta aos 72 anos, dentro da sede da Associação Quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O homicídio aconteceu no dia 17 de agosto de 2023.

Acusado responde por homicídio qualificado

Josevan foi denunciado por homicídio qualificado, com a acusação de que teria sido utilizado um recurso que dificultou a defesa da vítima.

O julgamento será realizado em Salvador após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinar a transferência do processo, que tramitava inicialmente na comarca de Simões Filho. A decisão pelo desaforamento se tornou definitiva em maio deste ano.

Outros acusados já foram julgados

Dois réus do caso já foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Salvador. Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos foram julgados nos dias 13 e 14 de abril de 2026.

Arielson recebeu pena de 40 anos, cinco meses e 22 dias de reclusão. Já Marílio foi condenado a 29 anos e nove meses, mas morreu dois dias depois da sessão do júri.

Ao todo, cinco pessoas são acusadas pelo assassinato da liderança quilombola.

Próximos julgamentos já têm previsão

Além da sessão desta terça-feira, o julgamento de Sérgio Ferreira de Jesus está marcado para 21 de outubro de 2026, também no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

Já o processo contra Ydney Carlos Santos de Jesus ainda aguarda o trânsito em julgado e não tem data definida para julgamento.

Entenda a motivação apontada pela acusação

De acordo com a acusação, a atuação de Mãe Bernadete na defesa do território quilombola e no enfrentamento à expansão do tráfico de drogas na região contrariava os interesses de uma organização criminosa que atuava na localidade.

A liderança foi assassinada a tiros dentro da sede da associação da comunidade de Pitanga dos Palmares, onde vivia e atuava na defesa dos direitos quilombolas.

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