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Caso Master: terrenos de Ronaldinho Gaúcho foram usados como lastro em captação de R$ 330 milhões ligada ao banco

MPF apura uso de imóveis como garantia em operação financeira

Por Da Redação
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Caso Master: terrenos de Ronaldinho Gaúcho foram usados como lastro em captação de R$ 330 milhões ligada ao banco

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil I Reprodução/Instagram

Dois terrenos pertencentes ao ex-jogador Ronaldinho Gaúcho foram utilizados como garantia para a emissão de títulos que resultaram na captação de R$ 330 milhões junto ao Banco Master, atualmente em processo de liquidação. Segundo investigações do Ministério Público Federal (MPF), os recursos obtidos acabaram direcionados a fundos de investimento vinculados à própria instituição financeira.

De acordo com os autos, a operação envolveu a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), lastreados em créditos ligados a projetos imobiliários em Porto Alegre, incluindo áreas de propriedade do ex-atleta. A emissão foi realizada em agosto de 2023 pela Base Securitizadora, em favor da empresa S&J Consultoria. Advogados de Ronaldinho, no entanto, afirmam que ele não tinha conhecimento da emissão dos títulos e que o empreendimento original não avançou.

A defesa sustenta que as negociações iniciadas em 2021 com as empresas União do Lago e Melk foram interrompidas por pendências ambientais e débitos de IPTU, sem que houvesse execução do projeto ou aporte relevante de recursos nos terrenos. O advogado de um dos sócios do empreendimento também declarou desconhecer a operação financeira.

"As parcerias imobiliárias com o grupo do Ronaldinho não foram para frente por desacordo comercial", afirmou o advogado Maurício Haeffner, acrescentando que não houve desenvolvimento das áreas.

As investigações apontam que o Banco Master, por meio de um fundo exclusivo, concedia empréstimos a empresas que, em seguida, realocavam quase a totalidade dos valores em fundos administrados pela gestora Reag, igualmente liquidada pelo Banco Central. Segundo os investigadores, a prática teria inflado artificialmente os ativos do grupo financeiro, com o objetivo de melhorar indicadores e atrair investidores, sem geração de valor real para a economia.

O caso é apurado pela Polícia Federal e motivou a expedição de mandados autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme destacado pelo ministro, o volume total de CRIs sob suspeita emitidos pela Base Securitizadora pode chegar a R$ 1 bilhão.

Procurado, o empresário César Reginato Ligeiro, ligado às empresas envolvidas, afirmou atuar no setor imobiliário desde 2010 e declarou que suas atividades sempre observaram a legislação vigente. “Ao longo de sua trajetória, integrou sociedades que realizaram operações usuais dos mercados financeiro e imobiliário, sempre em conformidade com a legislação e as normas aplicáveis”, disse.

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