Caso Thalia: polícia conclui investigação sem achar corpo da jovem; autor do crime segue foragido
Linha de investigação aponta para um susposto envolvimento da garota com membros de facções rivais

Foto: Reprodução/ redes sociais
As investigações do desaparecimento da jovem Thalia da Lima Cruz, de 17 anos, ocorrido no dia 29 de novembro de 2025, foram concluídas na última quinta-feira (2). O inquérito conduzido pela 20.ª DT de Candeias concluiu que a jovem foi assassinada e teve o seu corpo ocultado. O autor do crime foi identificado, possui mandado de prisão decretado pelo Judiciário, mas segue foragido.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Marcos Laranjeira, os crimes de homicídio e ocultação de cadáver foram comprovados por meio de materiais coletados durante a investigação. “Tendo como base diversas diligências, provas materiais, digitais e depoimentos, bem como amparo em jurisprudência, é possível afirmar que houve os crimes mencionados e a definição da autoria. Agora é questão de tempo para alcançar o investigado”, detalhou o delegado.
A principal linha de investigação aponta para um suposto envolvimento da vítima com integrantes de grupos criminosos rivais da região. Mesmo com a conclusão do inquérito policial, a Polícia Civil segue buscando o corpo da jovem e o autor.
Informações podem ser passadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), pelo telefone (181).
O desaparecimento
Thalia desapareceu no dia 29 de novembro de 2025, quando saiu da cidade de São Francisco do Conde e entrou em um carro de aplicativo a caminho da Região Metropolitana, na cidade de Candeias. Câmeras de segurança do local mostram a jovem descendo do veículo por volta das 20h, quando foi recebida por um homem, que, segundo as investigações, é conhecido por "China".
Em mensagens enviadas para amigas em um aplicativo de mensagens, Thalia teria descrito a situação, dizendo que estava perdida. “Deu red! kkk, tô em um lugar que nem sei onde é, estou perdida”, escreveu a jovem. Em outra mensagem, Thalia entrou em contato com a mãe pedindo dinheiro.
No dia 12 de dezembro, o homem chamado "China" esteve na DT de São Francisco do Conde, foi ouvido e liberado.
Segundo apurações do Jornal A Tarde, o delegado Mello, titular da DT de São Francisco do Conde, responsável pela investigação em dezembro de 2025, afirmou que o motorista de aplicativo não tem nenhum envolvimento com o desaparecimento da vítima.


