Ceni admite atuação abaixo do esperado e classifica derrota como “desastrosa”
Técnico cobra reação após 1 a 0 para o O’Higgins e projeta virada na volta da Copa Libertadores

Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Depois de perder a invencibilidade de 11 partidas e sair em desvantagem nos primeiros 90 minutos do mata-mata contra o O’Higgins, o técnico Rogério Ceni não escondeu a frustração com o desempenho da equipe no Chile.
Para o treinador, o início ruim comprometeu toda a estratégia pensada para o confronto.
“É desastroso para a gente. Desde o primeiro arremesso lateral já nos complicamos. No segundo, eles poderiam ter feito mais um. Tivemos que mudar cedo para tentar ter mais controle do jogo. Quando você sai atrás tão cedo, precisa ter mais controle”, avaliou.
Sem Everton Ribeiro, suspenso, Ceni iniciou com Erick na função de articulação, mas promoveu a entrada de Caio Alexandre ainda no primeiro tempo. Segundo ele, a alteração foi motivada pelo contexto da partida.
“Eu tinha quatro opções: Erick, Caio, Nestor e David Martinez. Cada um com uma característica. O gol cedo mudou nossa concepção. A ideia era usar o Eric atacando espaço, Jean Lucas infiltrando, Juba chegando por trás. Mas, quando sofremos o gol, eles baixaram as linhas. Precisávamos de alguém com mais construção. O jogo pedia controle”, explicou.
Ceni também reconheceu queda técnica coletiva e individual, especialmente na primeira etapa.
“Talvez o único jogador que jogou próximo do que sempre joga foi o Nico. De resto, todos fomos abaixo do nosso padrão”, afirmou.
Apesar da melhora na posse de bola no segundo tempo, o Bahia criou pouco e não conseguiu ser efetivo. O treinador destacou que o placar ainda é reversível, mas exigirá postura diferente em Salvador.
“É um 1 a 0 que acontece bastante em Libertadores. Temos que estar preparados para reverter. Contamos com o apoio do nosso torcedor e precisamos fazer um jogo bem superior ao de hoje. Temos total convicção de que podemos reverter esse placar.”
No fim da coletiva, Ceni citou o compromisso pelo Campeonato Baiano no fim de semana, mas deixou claro que o foco principal está na quarta-feira (25), quando o Tricolor recebe o O’Higgins para os últimos 90 minutos da eliminatória.
“Não podemos desanimar por um jogo. Quando você faz um primeiro tempo tão abaixo e sai só com 1 a 0 contra, ainda tem que agradecer. É voltar, analisar, recuperar os jogadores, inclusive com a volta do Everton, e recomeçar tudo novamente.”
Para seguir vivo na Libertadores e manter o calendário internacional em 2026, o Bahia precisará vencer em casa. A derrota simples leva a decisão para os pênaltis; triunfo por dois gols garante a classificação direta.


