Ceni assume culpa por derrota do Bahia e cobra reação imediata

Após 3 a 1 para o Remo na ida da Copa do Brasil, técnico do Tricolor admite falhas, aponta erros na construção e vê momento mais delicado da temporada.

Por Da Redação
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Ceni assume culpa por derrota do Bahia e cobra reação imediata

Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

Após a derrota do Bahia por 3 a 1 para o Remo, na Arena Fonte Nova, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, o técnico Rogério Ceni adotou um tom direto e assumiu total responsabilidade pelo resultado, classificando a atuação como abaixo do esperado e sem justificativas plausíveis para o torcedor.

"Não há como dar uma explicação para o torcedor. Nós falhamos no dia de hoje, eu acho que esse é o principal", afirmou o treinador, ao reconhecer os erros cometidos pela equipe, especialmente na construção das jogadas. 

Segundo Ceni, o Bahia teve bons momentos no início de cada tempo, criando oportunidades claras, mas voltou a esbarrar na falta de eficiência ofensiva. "Começamos muito bem com, sei lá, três minutos com duas oportunidades claras de gol. No segundo tempo, com três minutos, duas oportunidades claras de gol. Nós temos essa dificuldade de fazer gols. É algo que que infelizmente a gente mesmo com o passar do tempo tem uma dificuldade em corrigir isso no número de gols próximos. E para isso requer que você não cometa erros grandes em construção de jogo. E infelizmente nós cometemos, mas isso é uma responsabilidade minha, não é do dos jogadores", destacou.

O comandante explicou que enfrentar equipes com linhas baixas exige precisão maior nos passes, algo que não aconteceu. "Esse jogo que a gente faz contra times que jogam em linha baixa com velocidade, ele requer um ajuste fino importante na hora de na hora de acertar os passes. E hoje nós deixamos a desejar nesse sentido de construção e nem culpa o jogador, é um estilo de jogo que eu escolhi, a responsabilidade ela é sempre minha", disse. Ele ainda reforçou que os gols sofridos nasceram de erros técnicos da própria equipe: "Infelizmente, cometemos. Os dois gols saem de erros de passe, erramos alguns passes." 

Mesmo diante das falhas, Ceni isentou os jogadores de falta de entrega. "Eu não vejo os jogadores com falta de vontade, com falta de dedicação. Eu acho que quando o jogo fluiu nós não conseguimos executar", declarou. 

O treinador também admitiu que o momento é delicado, citando a sequência negativa: "Eu acho que é o momento mais delicado, mais difícil pós Atlético-MG em 2023. Nós não havíamos perdido dois jogos seguidos no ano, nós já vamos entrar em maio e nós no máximo que aconteceu foi uma derrota e uma recuperação rápida. Hoje se encontra num momento difícil porque o espaçamento agora muito curto, mas tá sendo grande dos jogos. Nós estamos só em duas competições, precisávamos dar uma resposta e no dia de hoje nós falhamos com conosco, falhamos com o torcedor. É um dia extremamente triste, momento delicado da temporada."

Sobre a baixa efetividade ofensiva, o técnico apontou um problema que vem se repetindo ao longo da temporada e relacionou à confiança dos atletas. "É muito da confiança, do momento. Nós estamos tendo uma dificuldade maior do que em outros momentos para fazer gols", analisou, lembrando que a equipe já teve desempenho mais eficiente mesmo com menor volume de jogo.

A reação da torcida também foi tema da coletiva. Durante a partida, o público protestou com vaias e gritos de "olé" a favor do adversário. Ceni reconheceu o impacto, mas tratou como algo compreensível. "Não posso tirar o que o torcedor tem de manifestação naquele momento, né? Para o torcedor é difícil, para os jogadores também é muito difícil. Para mim vir aqui, gostaria de estar vindo aqui dar uma entrevista depois de um primeiro resultado positivo e indo brigar o segundo jogo numa situação favorável, né? Vamos ter que brigar o segundo jogo numa situação bastante desfavorável", afirmou.

Pensando na sequência, o treinador destacou a necessidade de resposta imediata no Campeonato Brasileiro, no duelo contra o Santos. "Agora nós vamos ter que ser psicologicamente mais forte do que qualquer situação criada e vamos ter que arrancar o triunfo de qualquer maneira contra o Santos para poder, talvez ter um tempo maior para trabalhar algumas coisas que no momento não vem dando certo. Acho que precisamos dar confiança. Não sei se nós vamos ter essa confiança logicamente, né, do torcedor, mas completamente compreensível, eu só posso lamentar e torcer para que a gente consiga fazer uma apresentação melhor, que as bolas que deram na trave no começo do jogo, que o goleiro defendendo no começo do jogo, que a gente consiga ter a calma que hoje não teve para criar a vantagem no sábado, para estancar esse momento de desconfiança de curto prazo e depois tentar crescer na semana que tem livre antes do jogo do São Paulo lá em São Paulo."

Por fim, Ceni reforçou que o foco no curto prazo será recuperar o elenco física e mentalmente, além de corrigir os erros na construção das jogadas. "Nós temos que revitalizar a parte física e melhorar o acerto de passes para continuar sendo donos do jogo, mas com mais finalizações e melhores decisões", concluiu.

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