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Chevrolet Montana RS evolui pouco na linha 2027: veja teste do Farol da Bahia

Picape mantém motor 1.2 que ganhou potência e ficou mais econômico

Por Marcos Camargo Jr.
Às

Chevrolet Montana RS evolui pouco na linha 2027: veja teste do Farol da Bahia

O segmento de picapes segue em franco crescimento no país e hoje 1/4 dos modelos vendidos são utilitários. Esse segmento que tem Fiat Strada, Fiat Toro e Toyota Hilux como líderes em três categorias também traz a GM como importante Player. 

A Chevrolet fez uma atualização na Montana para a linha 2027 de forma a tornar sua picape mais competitiva. Sem alterações estruturais ou mudanças no conjunto mecânico, a picape passou por uma evolução concentrada principalmente na cabine, onde recebeu acabamento mais sofisticado e novos equipamentos de conforto e conectividade. O R7-Autos Carros avaliou a versão RS e verificou que as mudanças deixam o modelo mais competitivo diante das principais rivais, embora ainda existam pontos que poderiam receber maior atenção.

A principal novidade aparece logo ao abrir a porta. O painel agora utiliza revestimento macio ao toque na parte superior, substituindo parte do acabamento rígido empregado desde o lançamento da geração atual. A mudança não transforma completamente o ambiente, mas melhora a percepção de qualidade e aproxima a Montana do padrão encontrado em SUVs recentes da própria Chevrolet.

A posição ao volante continua entre os destaques da picape. O banco oferece boa amplitude de regulagens, os comandos permanecem bem posicionados e a ergonomia favorece o uso diário. Ao dirigir, a sensação lembra mais a de um utilitário esportivo do que a de uma picape convencional. A direção elétrica continua leve nas manobras, enquanto a suspensão privilegia o conforto ao absorver bem as irregularidades do piso sem comprometer a estabilidade em velocidades mais elevadas.

A Chevrolet também ampliou a lista de equipamentos. Desde a versão de entrada, a Montana passa a oferecer sensor de estacionamento traseiro de série. Já as versões Premier e RS recebem sensor de chuva automático. Entre os acessórios disponíveis está o retrovisor externo com função tilt-down, que inclina automaticamente o espelho do lado direito ao engatar a marcha à ré, facilitando balizas e manobras próximas ao meio-fio.

Outro ponto que evoluiu foi a conectividade. A linha 2027 passa a oferecer oito anos de acesso gratuito ao plano OnStar Basics, permitindo monitoramento remoto pelo aplicativo myChevrolet, travamento e destravamento das portas, localização do veículo e consulta de informações de uso. Nas versões equipadas com ar-condicionado digital, também é possível ligar o motor remotamente para climatizar a cabine antes da viagem.

Sob o capô não houve mudanças mecânicas. A Montana mantém o motor 1.2 Turbo Flex com injeção direta de combustível, atualização introduzida recentemente na linha. O propulsor entrega 141 cv de potência e 22,9 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automático de seis marchas na versão RS. O conjunto oferece respostas rápidas nas acelerações e retomadas, enquanto a transmissão prioriza suavidade nas trocas e uma calibração voltada ao conforto.

O consumo também evoluiu após a atualização do motor. Segundo o Inmetro, a Montana registra 7,5 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, os números passam para 11 km/l no ciclo urbano e 13,5 km/l em rodovias.

Durante a avaliação, a picape apresentou comportamento equilibrado em diferentes condições de uso. A carroceria controla bem as inclinações em curvas, o isolamento acústico permanece satisfatório para a categoria e a suspensão consegue preservar o conforto mesmo quando a caçamba recebe carga, mantendo estabilidade sem transmitir excesso de impactos aos ocupantes.

Apesar dos avanços, alguns detalhes ainda destoam da proposta da versão RS. Componentes como os para-sóis, o revestimento das portas, a alavanca do freio de estacionamento e o acabamento claro do teto ainda utilizam materiais simples e deixam evidente que a Chevrolet concentrou os investimentos apenas nas áreas de maior contato visual do interior.

A caçamba continua sendo um dos principais atrativos do projeto. O compartimento Multi-Flex oferece 874 litros de capacidade volumétrica e permite diversas configurações de organização com acessórios originais da marca. São 1,20 metro de comprimento, 1 metro de largura e 55 centímetros de altura, além de capacidade de carga de até 600 kg, números adequados para quem utiliza a picape tanto em atividades profissionais quanto no lazer.

Externamente, as mudanças foram discretas. A Chevrolet eliminou o emblema “Turbo” da tampa traseira, ampliou o destaque do nome da marca em baixo-relevo e incluiu a nova cor Cinza Âmbar entre as opções disponíveis. São alterações suficientes para diferenciar a linha 2027 sem modificar a identidade visual da picape.

No segmento, a concorrência continua forte. A Fiat Toro segue como referência entre as picapes monobloco, enquanto a Ram Rampage ocupa uma faixa superior de mercado oferecendo acabamento mais sofisticado, motores mais potentes e maior oferta de equipamentos. Nesse cenário, a Montana ainda fica atrás das rivais em alguns aspectos de acabamento interno e refinamento, embora entregue vantagens como o painel digital, boa qualidade das câmeras, sistema multimídia atualizado, Wi-Fi nativo e o pacote de conectividade da plataforma OnStar.

A linha 2027 representa uma evolução consistente para a Montana. A Chevrolet atacou justamente uma das principais críticas feitas desde o lançamento da atual geração, melhorando a qualidade percebida da cabine sem alterar as características que tornaram a picape competitiva, como a dirigibilidade semelhante à de um SUV, o conjunto mecânico eficiente e a versatilidade da caçamba.

A Chevrolet Montana RS tem preço sugerido de R$ 177.900, mas já pode ser encontrada nas concessionárias por cerca de R$ 167.900. Em campanhas destinadas a vendas diretas para pessoas jurídicas (CNPJ), há ofertas que reduzem o valor para aproximadamente R$ 139.900, tornando a versão avaliada uma alternativa interessante dentro do segmento.

Se desejar, também posso deixar esse texto com um tom ainda mais crítico e comparativo, no estilo de teste do R7, destacando de forma mais incisiva os pontos em que a Montana perde para Fiat Toro e Ram Rampage.

 

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