Nova geração do Dolphin Mini será revelada na China em breve
Compacto cresce e fica mais tecnológico

Líder em vendas no segmento de elétricos no Brasil, o Dolphin Mini tem nova geração confirmada. O hatch elétrico apareceu nos registros de homologação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), antecipando mudanças importantes no modelo que se consolidou como um dos principais veículos elétricos compactos da fabricante.
O novo Dolphin Mini estreia inicialmente no mercado chinês e, posteriormente, deverá ser incorporado à estratégia global da marca. Ainda não há confirmação sobre sua chegada ao Brasil, mas o sucesso comercial do modelo no país e a produção nacional em Camaçari (BA) fazem dele um forte candidato a substituir a geração atual nos próximos anos.
No mercado brasileiro, o Dolphin Mini ocupa a liderança entre os elétricos de entrada desde seu lançamento. Apenas no primeiro semestre de 2026, o hatch ultrapassou a marca de 30 mil unidades emplacadas, desempenho que ajudou a impulsionar a BYD ao grupo das quatro fabricantes que mais venderam automóveis no país.
A principal mudança está no desenho da carroceria. A nova geração adota linhas mais próximas da linguagem visual utilizada pelos lançamentos recentes da BYD, deixando de lado parte do estilo arredondado do modelo atual. Os faróis ficaram mais estreitos, o para-choque recebeu um novo desenho e a traseira passa a utilizar lanternas interligadas por uma barra iluminada, solução que se tornou característica dos modelos mais recentes da fabricante.
O hatch também ficou maior. O comprimento passou para aproximadamente 3,93 metros, cerca de 15 centímetros a mais que a geração atual, enquanto o entre-eixos aumentou para cerca de 2,50 metros. As alterações devem proporcionar melhor aproveitamento do espaço interno, principalmente para quem viaja no banco traseiro.
A base estrutural continua sendo a e-Platform 3.0, arquitetura exclusiva para veículos elétricos desenvolvida pela BYD. Nos documentos chineses, a versão de entrada aparece equipada com motor elétrico dianteiro de 55 kW, equivalente a 75 cv. A expectativa é que versões mais completas mantenham conjuntos mais potentes, próximos dos atuais 95 cv, conforme a estratégia adotada em cada mercado.
As baterias seguem utilizando a tecnologia Blade Battery, com células de fosfato de ferro-lítio (LFP), solução escolhida pela fabricante por oferecer maior durabilidade, estabilidade térmica e custos de produção mais baixos. A capacidade dos novos conjuntos ainda não foi divulgada, mas a tendência é de aumento na autonomia em relação ao modelo atual, superando os 300 quilômetros no ciclo chinês CLTC.
Além das mudanças no conjunto elétrico, a BYD também trabalhou na eficiência energética. O hatch passa a utilizar componentes eletrônicos revisados e um sistema de gerenciamento térmico atualizado, permitindo reduzir o consumo de energia sem exigir baterias significativamente maiores.
A cabine também deverá acompanhar a evolução vista nos lançamentos mais recentes da fabricante. A expectativa é de um painel completamente redesenhado, quadro de instrumentos digital com melhor resolução, nova central multimídia giratória e maior integração com serviços conectados. Atualizações remotas de software e sistemas mais avançados de assistência à condução também devem ampliar a lista de equipamentos.
A renovação do Dolphin Mini faz parte da estratégia da BYD para preservar sua participação no segmento de compactos elétricos, que passou a receber novos concorrentes chineses nos últimos anos. Fabricantes como Geely, GAC, Leapmotor, Dongfeng e Changan ampliaram a oferta de modelos nessa faixa de mercado, aumentando a disputa entre os elétricos de entrada.
No Brasil, o Dolphin Mini é um dos modelos montados na fábrica da BYD em Camaçari, ao lado do Song Pro e de um sedã da marca. A unidade baiana já superou a marca de 100 mil veículos produzidos e deve ampliar gradualmente o índice de nacionalização com a entrada em operação dos setores de estamparia e soldagem.
A fabricante ainda não divulgou um cronograma para a chegada da nova geração ao mercado brasileiro. A substituição dependerá do ciclo comercial do modelo atual, do avanço da produção nacional e da estratégia da empresa para os próximos anos. As mudanças apresentadas, porém, indicam que o Dolphin Mini continuará sendo um dos principais produtos da BYD na disputa pelo segmento de elétricos compactos.


