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China diz querer aprofundar relação com a Venezuela e que países devem parar de ser 'polícia do mundo'

A China é aliada histórica da Venezuela e um dos principais compradores de seu petróleo

Por FolhaPress
Às

China diz querer aprofundar relação com a Venezuela e que países devem parar de ser 'polícia do mundo'

Foto: Xinhua

A China afirmou nesta segunda-feira (5) que países devem parar de agir como "polícia do mundo" e disse querer aprofundar a relação com a Venezuela. As declarações ocorrem dois dias após os Estados Unidos capturarem o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

A primeira fala feito feita pelo ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, que declarou, em encontro com sua contraparte do Paquistão, que a conjuntura internacional está, neste momento, baseada na intimidação internacional, que ocorre de forma severa.

"Nunca acreditamos que qualquer país possa desempenhar o papel de policial do mundo, nem concordamos que qualquer país possa se autoproclamar juiz internacional", disse Wang.

Mais tarde, durante entrevista coletiva em Pequim, o porta-voz Lin Jian reafirmou o posicionamento do regime de que o governo do presidente Donald Trump violou a lei internacional. A autoridade também afirmou que a China insta Washington a parar de violar a soberania de outros países.

Sem mencionar os EUA, o líder do regime chinês, Xi Jinping, também disse nessa manhã que "países mais importantes" devem tomar a frente no respeito aos caminhos de desenvolvimento escolhidos pelos povos de outras nações e aos propósitos e princípios da Carta da ONU (Organização das Nações Unidas), além de cumprir o direito internacional.

Em um mundo assolado por mudanças e caos, atos unilaterais e de intimidação estão minando gravemente a ordem internacional, disse Xi, segundo a mídia estatal China Daily, ao se encontrar com o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin.

A China é aliada histórica da Venezuela e um dos principais compradores de seu petróleo.

O Ministério das Relações Exteriores também afirmou que nenhum representante chinês foi afetado pelos ataques americanos na Venezuela. Horas antes de ser capturado, Maduro se encontrou com Qiu Xiaoqi, enviado especial de Pequim para assuntos da América Latina.

A pasta não confirmou se a autoridade estava em Caracas durante os bombardeios ou se permanece no país sul-americano.

As declarações desta segunda se somam a uma série de pronunciamentos que Pequim já havia feito a respeito do caso. Antes, pediu que Washington garantisse a segurança pessoal e libertasse "imediatamente" o ditador e a esposa, além de "cessar a subversão do governo venezuelano".

O ministério também já havia afirmado, em comunicado, que condena a ação militar americana e que está "profundamente chocado" com o ataque.

"A China se opõe firmemente ao comportamento hegemônico dos EUA, que viola gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe. Instamos os EUA a respeitar o direito internacional e os princípios da Carta da ONU e a parar de violar a soberania e a segurança de outros países", declarou.

Maduro e a esposa desembarcaram na noite de sábado no Aeroporto Internacional Stewart, nos arredores da cidade de Nova York, sob forte escolta de policiais, militares e agentes de segurança. Eles serão julgados na Justiça americana por narcoterrorismo e tráfico de drogas.

Em pronunciamento horas após a captura, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país governará a Venezuela até a transição e que o petróleo da nação sul-americana será explorado por americanos.

No entanto, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu como líder interina, em posição reconhecida por governos pelo mundo, inclusive o brasileiro.

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