Ciro Nogueira não recebeu qualquer tipo de 'mesada' de Daniel Vorcaro, diz defesa
Alvo da Operação Compliance Zero, segundo a PF, Ciro Nogueira teria recebido cerca de R$ 500 mil por mês

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A defesa do senador e presidente do Partido Progressistas (PP), Ciro Nogueira, alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF), disse que o parlamentar não recebeu qualquer tipo de 'mesada' do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
"Com certeza esse dinheiro não chegou na conta do Ciro. Eu garanto, em nome do Ciro Nogueira, que não houve mesada", disse o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, em entrevista à CNN.
Durante a investigação, a PF apontou que Vorcaro teria pago a Nogueira propina de cerca de R$ 500 mil por mês.
Ainda de acordo com a PF, foram encontradas trocas de mensagens entre Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro, e Daniel Vorcaro sobre os valores dos repasses.
As transferências eram efetuadas em razão da chamada "parceria BRGD/CNLF". Os recursos seriam da BRGD S.A., empresa ligada à família Vorcaro. Já a CNLF Empreendimentos Imobiliários, administrada pelo irmão do parlamentar, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, teria recebido os montantes.
À CNN, Kakay pontuou que uma eventual quebra do sigilo bancário poderia beneficiar a defesa de Nogueira.
"É até bom que se quebre o sigilo bancário do senador. É sempre uma preocupação das pessoas que têm direito ao sigilo bancário, mas isso vai produzir uma prova negativa importante para o senador", declarou.


