Cirurgia feita por Samara Felippo chama atenção para casos em que o excesso de pele nas pálpebras compromete a visão!
Procedimento realizado pela atriz combina benefícios estéticos e funcionais em pacientes com excesso de pele nas pálpebras. O cirurgião plástico, Dr. Carlos Tagliari explica!

Foto: Redes sociais
A internação de Samara Felippo para realizar uma blefaroplastia trouxe novamente à tona uma cirurgia bastante conhecida por suavizar os sinais do envelhecimento ao redor dos olhos. O que muita gente ainda desconhece é que, em alguns pacientes, a indicação vai além da aparência: o excesso de pele nas pálpebras pode interferir no campo visual e tornar o procedimento uma questão de funcionalidade.
Para o cirurgião plástico Dr. Carlos Tagliari, essa é uma das maiores dúvidas que aparecem no consultório. "Muitas pessoas chegam dizendo que querem tirar a pele das pálpebras porque estão com um aspecto cansado. Durante a avaliação, percebemos que, em alguns casos, essa pele já está pesando sobre os olhos e até dificultando a visão. Nesses pacientes, a cirurgia traz um benefício que vai muito além do resultado estético".
Segundo o especialista, é comum que a região dos olhos seja a primeira a refletir o envelhecimento. A perda de elasticidade da pele, associada ao enfraquecimento das estruturas que sustentam as pálpebras, faz com que o excesso de tecido se torne mais evidente com o passar dos anos. "A blefaroplastia não tem como objetivo mudar o rosto de ninguém. O que buscamos é devolver leveza ao olhar, preservando a expressão e as características naturais de cada paciente. Quando a cirurgia é bem indicada, o resultado costuma ser discreto justamente porque respeita a anatomia".
Embora seja considerada um procedimento seguro, a indicação deve ser feita de forma individualizada. Nem todo incômodo na região dos olhos é causado pelo excesso de pele. Em alguns casos, bolsas de gordura, flacidez muscular ou até alterações na posição das sobrancelhas influenciam diretamente no aspecto do olhar. "Não existe uma receita pronta. Cada paciente envelhece de um jeito e a cirurgia precisa acompanhar essas diferenças. Um planejamento cuidadoso faz toda a diferença para alcançar um resultado natural e evitar exageros".
Carlos Tagliari observa que, nos últimos anos, também mudou o perfil de quem procura esse tipo de procedimento. Se antes a motivação era predominantemente estética, hoje muitos pacientes chegam ao consultório relatando desconforto para dirigir, ler ou realizar atividades simples do dia a dia. "Quando o excesso de pele começa a limitar a visão, a blefaroplastia deixa de ser apenas uma questão de aparência. O paciente percebe melhora no conforto, na qualidade de vida e, ao mesmo tempo, ganha um aspecto mais descansado. É uma cirurgia que reúne função e estética de forma muito equilibrada".

