Classificar PCC e CV como organizações criminosas não é "vantajoso" para o Brasil, diz Lincoln Gakiya
Lincoln Gakija ainda reforçou a importância de respeitar a soberania nacional

Foto: Reprodução/ Agência Senado
O promotor de Justiça de São Paulo, Lincoln Gakiya, afirmou em entrevista ao SBT que a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas não é "vantajosa para o Brasil". Segundo o promotor, os grupos criminosos CV e PCC não são terroristas, e sim organizações de feições mafiosas.
"PCC e o Comando Vermelho não são terroristas, são organizações criminosas transnacionais. Considero que são organizações que já têm uma matiz, uma feição mafiosa, mas elas não são organizações terroristas porque elas não têm no seu objetivo cunho político", afirma o promotor.
Gakija alertou que a medida pode implicar em uma série de restrições econômicas e sanções internacionais. "Isso poderia implicar para o Brasil uma série de restrições e complicações de ordem econômica, imposição de sanções, que eu não vejo com bons olhos", alerta.
Lincoln Gakija ainda reforçou a importância de respeitar a soberania nacional para lidar com o crime organizado e defende uma maior integração das forças de segurança pública, unindo Polícia Federal, Estadual, Receita, Ministério Público e outros órgãos competentes.
"A gente precisa também respeitar a soberania brasileira, os esforços que são feitos aqui no Brasil para combater esse fenômeno... É preciso que haja uma integração maior das forças de segurança dentro do país, unindo Polícia Federal, polícias estaduais, Receita, Ministérios Públicos, COAF, etc. para que nós possamos, de maneira integrada e coordenada, combater um fenômeno que não é mais de um Estado só. É um fenômeno que atinge todo o país. Hoje, há estudos que dizem que 30% do território brasileiro já é dominado por facções". orienta o promotor.


