Colômbia segue com buscas após terremoto de magnitude que deixou mais de 200 mortos e cerca de 3 mil desaparecidos
Equipes de resgate mobilizam esforços para localizar milhares de desaparecidos sob escombros na Colômbia

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Colômbia iniciou nesta terça-feira (11) o segundo dia de operações de busca por vítimas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10). O tremor deixou 224 mortos, centenas de feridos e provocou a destruição e danos graves em diversos imóveis.
Segundo a agência Associated Press, cerca de 3 mil pessoas estavam desaparecidas nesta terça-feira. Equipes de resgate continuam mobilizadas nas áreas atingidas para localizar vítimas entre os escombros.
Diante da dimensão da tragédia, o presidente Abelardo de la Espriella declarou situação de emergência e afirmou que todas as estruturas disponíveis do governo foram mobilizadas para atender as comunidades afetadas e levar assistência às regiões atingidas.
O terremoto foi registrado às 9h34 no horário de Brasília, segundo informações dos serviços geológicos da Colômbia e dos Estados Unidos. O epicentro foi identificado próximo de San José del Palmar, no oeste colombiano.
Cidades enfrentam destruição e buscas por sobreviventes
Nas horas seguintes ao terremoto, cidades da região atingida registraram cenas de pânico. Milhares de pessoas deixaram edifícios enquanto estruturas desabavam ou apresentavam danos considerados graves, segundo jornalistas da AFP.
Em Cali, uma das localidades mais afetadas, as autoridades informaram que pelo menos 20 estruturas foram destruídas, com pessoas presas nos imóveis. O principal hospital público da cidade também sofreu danos severos e perdeu "70% da infraestrutura".
Em Pereira, capital do departamento de Risaralda, o prefeito Mauricio Salazar afirmou que havia muitas pessoas feridas e outras presas sob os escombros. Segundo ele, a situação na cidade era "crítica".
Na vizinha Manizales, uma das torres da catedral local se desprendeu após o terremoto. A cidade também registrou danos em imóveis.
Na capital Bogotá, edifícios foram evacuados e centenas de pessoas ocuparam as ruas enquanto sirenes eram ouvidas pela cidade.
De acordo com o prefeito Carlos Galán, até o momento foram identificadas apenas rachaduras superficiais em algumas casas e edifícios da capital.
Para reforçar as operações de emergência, soldados e engenheiros militares do Exército colombiano foram enviados a cinco departamentos considerados os mais afetados. Segundo o governo de Abelardo de la Espriella, os militares atuarão no apoio às equipes envolvidas nos trabalhos de resgate.


