Com crescimento de 97%, área de garimpo superou mineração nos últimos 11 anos
Expansão ocorreu, principalmente, em áreas de preservação e terras indígenas

Foto: Reprodução/Polícia Federal
De acordo com um estudo realizado pelo MapBiomas Brasil, nos últimos 11 anos, a área de garimpo teve um crescimento de 97%, superando a mineração. Entre 2010 e 2021, a área de garimpo passou de 99 mil hectares para 196 mil hectares.
A extração de garimpo concentra principalmente extração de Ouro, com 83% da área ocupada, e Estanho, com 7%. Já a mineração industrial concentra principalmente ferro, com 22%, alumínio, com 20%, e calcário, com 12%. Em relação aos biomas que concentram essas atividades, destaca-se o amazônico, que concentrou 91,6% da área de garimpo no país em 2021 ou 179.913 hectares. O cerrado vem em segundo lugar, com 13.253 hectares, seguido pela Mata Atlântica, com 2.299 hectares.
No caso da mineração industrial, a maior parte da área ocupada está na Amazônia, com 62.650 hectares, seguida pela Mata Atlântica, 61.593 hectares e, depois, pelo Cerrado, com 32.817 hectares.
Terras Indígenas
O crescimento do garimpo na região amazônica ocorreu, principalmente, em áreas de conservação e terras indígenas. O território indígena mais explorado foi o Kayapó, com 11.542 hectares até 2021, seguido pelo Munduruku, com 4.743 hectares, pela terra Yanomami, com 1.556 hectares, pela Tenharim do Igarapé Preto, com 1.044 hectares, e pelo território Apyterewa, com 172 hectares.
Além dos impactos na saúde da população e dos animais da região, a atividade prejudica, muitas vezes, a economia local. De acordo com um estudo desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz, o garimpo ilegal realizado em Terra Indígena Yanomami causa danos à população de peixes do local, devido ao mercúrio liberado de forma indiscriminada no meio ambiente.


