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Com homenagem a Nengua Guanguacese, Bloco Alvorada celebra resistência no Carnaval de Salvador

Cortejo no Circuito Osmar marcou os 100 anos da liderança religiosa e cultural Olga Conceição Cruz

Por Da Redação
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Atualizado
Com homenagem a Nengua Guanguacese, Bloco Alvorada celebra resistência no Carnaval de Salvador

Foto: Divulgação

O tradicional Bloco Alvorada levou para o Carnaval de Salvador 2026 um desfile marcado pela valorização da ancestralidade, da resistência e da afirmação identitária. Com o tema “Nengua Guanguacese: 100 anos de mar, folha e fé”, o bloco abriu a sexta-feira de Carnaval (13) no Circuito Osmar (Campo Grande) com uma homenagem à trajetória de Olga Conceição Cruz, referência do candomblé Angola e liderança do Terreiro Bate Folha.

O desfile celebrou o centenário da sacerdotisa, conhecida como Nengua Guanguacese, destacando sua atuação religiosa e cultural e o papel histórico de mulheres negras na preservação das tradições de matriz africana. A proposta transformou o cortejo em um tributo público à fé, à memória e à resistência cultural.

Fundado em 1º de janeiro de 1975, no bairro do Gravatá, o Bloco Alvorada é reconhecido por abrir oficialmente a sexta-feira de Carnaval no Campo Grande. Ao longo de cinco décadas, se tornou um dos principais símbolos do samba tradicional em Salvador, mantendo características como repertório próprio, ala de canto, ala das baianas e o tradicional galo que abre o desfile.

Neste ano, a ala de canto reuniu artistas do samba baiano, como Bira (Negros de Fé), Arnaldo Rafael, Romilson (Partido Popular), Marco Poca Olho, Valdélio França e Tiago Dantas (Representa), além das participações de Rogério Bambeia, Marquinho Sensação, Renato da Rocinha e Roberto Mendes. O desfile contou ainda com a presença do Banjo Novo, representando a conexão entre tradição e juventude no samba.

A participação do Banjo Novo reiterou a proposta do Alvorada de conectar ancestralidade e contemporaneidade, evidenciando que o samba permanece vivo devido à sua capacidade de se reinventar. Formado por jovens artistas que dialogam com as rodas atuais e com novas estéticas do gênero, o grupo levou energia e sonoridades renovadas à avenida, sem romper com o vínculo às tradições.

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