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Condenado por crimes sexuais, defesa de Marco Buzzi tentou usar teste de disfunção erétil como prova

Buzzi foi condenado por importunar e assediar funcionária e uma jovem de 18 anos

Por Da Redação
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Condenado por crimes sexuais, defesa de Marco Buzzi tentou usar teste de disfunção erétil como prova

Foto: Divulgação/ STJ

A decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), nesta quinta-feira (6), resultou no afastamento definitivo do ministro Marco Buzzi do cargo por duas acusações de crimes sexuais. 

A defesa do magistrado pede a inocência de Buzzi sob a justificativa de uma disfunção erétil. Um relatório urológico foi apresentado como um dos elementos comprobatórios. Em entrevista ao G1, a advogada Maria Fernanda Ávila, que defende Buzzi, disse que o laudo tem como objetivo mostrar que a situação de assédio relatada por uma das vítimas seria impossível porque "ninguém pode ter sentido um pênis ereto de alguém que tem disfunção erétil".

A advogada do magistrado faz referência ao caso que teria acontecido em janeiro deste ano no litoral de Santa Catarina. Uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos de Buzzi, contou que foi agarrada pelo ministro durante banho de mar e que ele teria passado a mão na sua bunda.

No depoimento da vítima, divulgado pela Folha de São Paulo, a jovem afirma que Buzzi tentou mais uma vez passar a mão nas nádegas dela, mas que não tinha certeza da ereção por ter muitas camadas de roupa. "Enfim, e aí ele me manteve e eu consegui sentir... eu consegui sentir (...), mas ele tava de short, de short e de sunga. Eu... eu consegui sentir porque ele pressionou muito forte, dava pra sentir. Mas eu não sei falar se ele ficou excitado ou não; tinha muitas camadas de roupa entre eu e ele", disse

O MPF (Ministério Público Federal) pediu a responsabilização do ministro com a aposentadoria compulsória, afirmando que o relatório urológico apresentado indica disfunção erétil moderada, o que não impossibilitaria prática de assédio sexual.

Outra acusação foi apresentada contra o ministro, partindo de uma funcionária terceirizada que trabalhava com ele. De acordo com a colaboradora, os assédios aconteciam no gabinete, inclusive na sala do próprio Buzzi. Além disso, os assédios também ocorriam em outros espaços, como depósito, corredor e biblioteca, durante o período de três anos.

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