Conflitos no Oriente Médio faz preço do petróleo disparar

Atenções estavam voltadas para o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo

Por Da Redação
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Conflitos no Oriente Médio faz preço do petróleo disparar

Foto: Reprodução/Petrobrás

O conflito no Oriente Médio trouxe disparada nos preços do petróleo, queda de ações nos mercados internacionais e valorização do dólar nesta segunda-feira (02). Se a guerra durar semanas, ameaça interromper a recuperação econômica global e possivelmente reacender a inflação.

 O Brent subiu cerca de 10%, para US$ 79,90 o barril, embora tenha chegado a ultrapassar os US$ 82 em determinado momento, enquanto o WTI avançou 8,2%, para US$ 72,64 o barril. O ouro, considerado um porto seguro, subiu 2,6%, para US$ 5.413 a onça.

O aumento foi registrado após Israel lançar novos  ataques aéreos contra Teerã e expandir sua campanha militar para incluir ataques contra militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano. O presidente Donald Trump, sinalizou que o ataque militar conjunto EUA-Israel contra alvos iranianos poderia continuar por semanas. 

Todas as atenções estavam voltadas para o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e 20% do gás natural liquefeito transportados por via marítima. Um aumento prolongado nos preços do petróleo correria o risco de reacender as pressões inflacionárias globais, além de funcionar como um imposto para empresas e consumidores, o que poderia reduzir a demanda.

Além disso, os mercados de ações em todo o mundo despencaram

O índice europeu Stoxx 600 caiu 1,7%, após as ações da região Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, terem recuado 1,8%. Os futuros do S&P 500 dos EUA caíram mais de 1%. Os bancos e as empresas sensíveis ao setor de energia, estiveram entre as principais baixas. Companhias aéreas, por exemplo, despencaram com queda de 5% na Europa.

Nos mercados cambiais, o euro e a libra esterlina caíram cerca de 1%. O dólar foi, de longe, a moeda que mais valorizou, subindo mesmo em relação a ativos considerados seguros, como o franco suíço e o iene japonês.
 

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