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Congresso dos EUA mira relação entre Fifa e Trump e cobra explicações de Gianni Infantino

Parlamentar democrata pede documentos sobre contatos entre a entidade e o governo americano e quer que presidente da Fifa preste esclarecimentos.

Por Da Redação
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Congresso dos EUA mira relação entre Fifa e Trump e cobra explicações de Gianni Infantino

Foto: Reprodução / TV Globo

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, poderá ser chamado para prestar esclarecimentos ao Congresso dos Estados Unidos após parlamentares abrirem uma ofensiva para investigar a relação da entidade com o governo de Donald Trump. O pedido foi apresentado pelo deputado democrata Jamie Raskin, principal integrante da oposição do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes. 

Em carta obtida pelo jornal The Atletic, Raskin solicita que Infantino compareça ao Congresso para esclarecer os vínculos da Fifa com a administração americana. O parlamentar também pede que a entidade entregue, até o dia 9 de agosto, documentos que detalhem contatos mantidos entre dirigentes da Fifa, Trump, integrantes do governo e a Organização Trump, empresa da família do presidente. 

Entre os registros solicitados estão listas de presentes, premiações, transferências de recursos, aparições públicas e qualquer outro benefício condedido ao presidente, familiares ou pessoas ligadas ao governo. O requerimento também inclui o acesso aos registros de visitantes dos escritórios da Fifa em Miami e na Trump Tower, em Nova York, além da preservação de mensagens trocadas por aplicativos como WhatsApp, Signal, Telegram, X e Truth Social.

Para justificar a investigação, Raskin cita uma série de iniciativas que, na avaliação dele, demonstram uma aproximação incomum entre a Fifa e a Casa Branca nos meses que antecederam a Copa do Mundo. Entre elas estão a entrega do recém-criado Prêmio da Paz da Fifa a Donald Trump, a instalação de um escritório da entidade na Trump Tower e a transferência do sorteio do Mundial de Las Vegas para o Kennedy Center, em Washington, instituição administrada por aliados do presidente americano.  

A proximidade entre as partes voltou a repercutir durante a Copa do Mundo. Antes de uma partida eliminatória da seleção dos Estados Unidos, Trump telefonou para Infantino solicitando a revisão da suspensão do atacante Folarin Balogun. Posteriormente, a Fifa liberou o jogador para atuar e informou que a decisão foi tomada independente. 

Na carta, o deputado também questiona a decisão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de arquivar processos relacionados às investigações de corrupção no futebol internacional iniciadas em 2015. Segundo Raskin, a mudança de postura do governo ocorreu após a aproximação entre a entidade e o Donald Trump. 

"Essas ações parecem ter como objetivo induzir o presidente Trump e sua administração a tomarem decisões favoráveis à Fifa", escreveu o parlamentar.

A Casa Branca rebateu as acusações por meio do porta-voz Davis Ingle. Em nota, ele criticou a iniciativa do deputado e atribuiu ao governo Trump o sucesso da organização da Copa do Mundo de 2026.

"Graças à visão e à liderança do presidente Trump, a Copa do Mundo de 2026 gerou bilhões de dólares em receita, impulsionou a economia das cidades-sede e proporcionou uma experiência segura para milhões de torcedores e atletas", afirmou. 

Caso o pedido seja atendido, Infantino terá de explicar ao Congresso americano quais foram os contatos mantidos entre a Fifa e o governo Trump durante o período que antecedeu e acompanhou a realização da Copa do Mundo de 2026, além de apresentar os documentos solicitados pelos parlamentares.

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