Contrato com o Banco Master é problema da nora de Jaques Wagner, afirma presidente do PT
Ao Metrópoles, Edinho pontuou que, até o momento, não há "nenhum vínculo" nem "nada comprovado" contra o PT no caso Master

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, minimizou as citações a pessoas ligadas à legenda no escândalo do Banco Master. Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, o petista afirmou que o contrato da nora do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com a instituição financeira é "um problema dela".
"Tem um contrato da nora do Jaques, que é esposa do enteado dele. É evidente que o enteado a nora do Jaques têm que prestar os esclarecimentos necessários. É um problema da nora e do enteado do Jaques. Nada tem a ver com Jaques, com as lideranças da Bahia", declarou Edinho.
Segundo a coluna de Milena Teixeira, no Metrópoles, o Master pagou ao menos R$ 11 milhões à empresa de Bonnie de Bonilha, nora de Wagner. No entanto, o senador negou qualquer "intermediação ou negociação" em favor da empresa.
Ao Metrópoles, Edinho pontuou que, até o momento, não há "nenhum vínculo" nem "nada comprovado" contra o PT no caso Master.
O presidente do PT ainda ressaltou que a instituição financeira foi criada durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando Roberto Campos Neto liderava o Banco Central.
"O que é bom que se diga: o Banco Master se tornou um banco no governo Bolsonaro, não foi no governo do presidente Lula, é isso que precisa ficar claro e, às vezes, é isso que me incomoda quando a imprensa não deixa claro que quem fez o Banco Master e deixou ele se tornar o que se tornou foi o Campos Neto, quando ele estava à frente do Banco Central", afirmou.


