Copom se reúne para reduzir a taxa Selic ao menor patamar em um ano e meio
Expectativa é de novo corte de 0,5 ponto percentual

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central retoma suas atividades nesta terça-feira (31) para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic. A expectativa do mercado financeiro é de uma nova redução de 0,5 ponto percentual, levando a Selic ao menor patamar em um ano e meio, situando-se em 12,25% ao ano, o menor desde março de 2022 (11,75% ao ano).
Nesta reunião, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e os oito diretores da instituição apresentarão análises técnicas sobre as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro. Na ata da última reunião, quando a Selic foi reduzida para 12,75% ao ano, o Copom indicou a previsão de novos cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos meses. Contudo, ressaltou que é pouco provável acelerar o ritmo de redução dos juros básicos, exigindo surpresas positivas substanciais para tal.
Para os anos subsequentes, o mercado financeiro prevê a continuidade dos cortes na taxa de juros. As estimativas mais recentes, entretanto, apontam que o ciclo de redução da Selic será menos intenso, projetando alcançar 9,25% ao ano em 2024 e 8,75% ao ano em 2026.
A taxa Selic, como a mais baixa da economia, serve como parâmetro para os demais juros praticados no mercado. É utilizada em empréstimos interbancários e nas aplicações dos bancos em títulos públicos federais. Em essência, os bancos a utilizam como referência para empréstimos e financiamentos, sendo os juros ao consumidor sempre superiores.
Além disso, a Selic é um instrumento primordial do Banco Central para controlar a inflação, mantendo-a próxima à meta estabelecida pelo governo. Os juros mais elevados tornam o crédito mais caro, reduzindo a propensão ao consumo e incentivando alternativas de investimento. Quando o Copom eleva a Selic, visa conter a demanda aquecida, influenciando nos preços. Por outro lado, a redução dos juros básicos tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo.


