Corpo de Bombeiros alerta para manuseio correto de fogos de artifício; confira dicas

Em entrevista ao Farol, coronel Jorge Sturaro recomenda ações que podem evitar acidentes e queimaduras

[Corpo de Bombeiros alerta para manuseio correto de fogos de artifício; confira dicas]

FOTO: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Salvador e diversas cidades do interior da Bahia passam a ser palco de queima de fogos durante os festejos juninos. A prática, tradicional no estado e em grande parte do Nordeste, apesar de ser celebrada em muitas regiões, acende todos os anos o alerta do Corpo de Bombeiros.

Isso porque as ocorrências por queimaduras costumam aumentar nessa época do ano. Em entrevista ao Farol da Bahia, o coronel Jorge Sturaro, comandante do Centro de Atividades Técnicas e Pesquisa (CATP) do Corpo de Bombeiros, comentou sobre alguns dos equívocos mais comuns durante o São João. 

"Na realidade, ninguém tem muito conhecimento sobre como usar o equipamento, ou seja, esses fogos. O grande risco, primeiro que nós temos um grande defeito... Nós geralmente não olhamos o que dizem as instruções. E algumas instruções são evidentes e a gente precisa ver, como por exemplo os fogos de 12x1. Lá na caixa está dizendo que tem uma plataforma, tem uma uma placa de plástico que você acopla o foguete, coloca numa distância de segurança, acende e aguarda o disparo dele. Pronto! Mas geralmente nós não fazemos isso", sinaliza.

Outro grande problema citado por ele é que parte dos disparos desses fogos ocorrem em locais indevidos, como postos de combustíveis, creches e hospitais. "Outro ponto é que não devemos deixar as crianças com acesso a certos tipos de fogos. Exemplo esse mesmo foguete que eu falei, o 12x1, uma criança soltando é inadmissível. Foguetão, bomba de mil, não tem lógica uma criança soltar. Criança não tem o senso ainda de risco e cuidado", alerta.

Conforme sinaliza o coronel, os fogos recomendados para crianças devem ser apenas os que indicam a classificação com idade permitida, sendo eles artefatos com o chuvinhas, traque de massa, dentre outros itens com menos riscos de queimadura.  

"Outro grande problema que acontece muito, muito mesmo, na época do São João, é com relação às fogueiras, algo típico da festa junina. Qual é o grande problema disso? Para fazer com que a fogueira pegue fogo, o pessoal utiliza muito álcool. Fura a garrafa de álcool e deixa aquele furinho, jorrando na fogueira. Essa ação pode fazer com que a garrafa pegue fogo, chegando até o vasilhame de álcool e podendo gerar uma explosão, resultando na queima de várias pessoas", disse o coronel Jorge Sturaro.

Apesar da situação já ter grandes indícios de equívocos, a situação pode piorar, como relata o comandante do CATP do Corpo de Bombeiros. "O que fazem quando não têm álcool? Colocam gasolina. E a gasolina a menos setenta graus centígrados... O camarada joga a gasolina, aquela gasolina se transforma em vapor e fica ali acumulado. E aí qualquer fonte de ignição, aquilo ali vai haver uma explosão. Uma queima rápida. Temos que ter o máximo de cuidado", reforça o alerta.

"Não pode também colocar a fogueira embaixo de fiação elétrica. Nem próximos a carros. São riscos que podem gerar acidentes, e a gente não quer jamais a dor do nosso semelhante. A vida sempre em primeiro lugar. Para soltar qualquer tipo de fogos tem que ter uma margem de distância para você e para os outros. É bonito, é a história do nordestino, mas precisamos ter atenção, muito cuidado para não se expor e não expor o outro", acrescentou.

O coronel listou ainda outra ação considerada como "um erro gigante" que é quando um dos artefatos falha e não explode. "Aí a pessoa tem a ideia de 'verificar o que aconteceu'. Bom, pode estar havendo uma queima bem pequena, sem a pessoa estar  vendo, e aí quando for mexer pode haver a explosão e machucar quem está fazendo o manuseio", afirmou.

Todo ponto de venda deve passar pelo crivo do Corpo de Bombeiros

Para além de alertar sobre os cuidados na hora de manusear fogos de artifícios, o comandante do Centro de Atividades Técnicas e Pesquisa (CATP) do Corpo de Bombeiros, coronel Jorge Sturaro, destaca que a "prevenção começa no projeto para quem tem barraca", por isso todo e qualquer ponto de vendas desse tipo de artefato deve primeiramente passar pelo crivo dos bombeiros.

"Os locais de compra devem ter, primeiro, avaliação feita pelo Corpo de Bombeiros, apresentando todo o projeto, indicando a distância entre uma barraca e outra; se o tipo de fogos que está sendo vendido é adequado; se há equipamentos de combate a incêndio. Tem que ser observado tudo isso. A prevenção começa no projeto para quem tem barraca, já dizendo às pessoas para que tenham mais cuidado com sigo e com os outros", disse. 

 


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