CPMI contra Flávio Bolsonaro reúne 100 assinaturas no Congresso Nacional

Governistas precisam de mais 98 assinaturas para formalizar o pedido de investigação

Por Da Redação
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CPMI contra Flávio Bolsonaro reúne 100 assinaturas no Congresso Nacional

Foto: Divulgação/Charles Vieira

Líderes da base do governo no Congresso Nacional já reuniram 100 assinaturas para protocolar um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o advogado Willer Tomaz. 

Agora, os governistas precisam de mais 98 apoios para que o requerimento possa ser apresentado oficialmente.

Segundo o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), o pedido conta atualmente com 15 assinaturas de senadores e 85 de deputados. Para protocolar uma CPMI, é necessário o apoio de 198 parlamentares, sendo 171 deputados e 27 senadores, o equivalente a um terço de cada Casa.

Mesmo que esse número seja alcançado, a comissão só pode ser instalada após a leitura do requerimento pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A iniciativa é uma resposta da base governista ao pedido de CPMI apresentado pela oposição para investigar Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O que a CPMI pretende investigar?

O requerimento foi apresentado por Pedro Uczai e pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE).  A proposta prevê uma comissão formada por 16 deputados e 16 senadores, com prazo de 180 dias para investigar dois conjuntos de fatos que já são alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

São eles:

Caso do filme “Dark Horse”

O primeiro eixo envolve o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O inquérito foi aberto em julho pelo ministro André Mendonça, após pedido da Polícia Federal com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. 

Segundo a investigação, mensagens e áudios divulgados em maio apontam que Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, aportes de até US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na época).

Suspeitas envolvendo Willer Tomaz

O segundo inquérito chegou ao STF em 8 de outubro e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

A investigação surgiu a partir de um caso envolvendo plataformas de pagamento e apostas e alcançou o advogado Willer Tomaz, alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em benefícios do INSS.

De acordo com o requerimento da CPMI, a Polícia Federal encontrou indícios que justificariam aprofundar a investigação sobre uma possível relação econômica entre Flávio Bolsonaro e empresas ligadas ao advogado.

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